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1º de julho: Dia da Vacina BCG

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Mamães, hoje é um dia super importante para a saúde dos nossos filhinhos. Hoje, 1º de julho, é comemorado o Dia da Vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin), que é utilizada na prevenção da tuberculose, uma doença transmitida pela saliva e materiais contaminados e causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de Koch.

A BCG é realmente segura, mas o que nos deixa sempre preocupadas é a feridinha característica da vacina. Ela pode durar alguns dias ou até algumas semanas, mas, geralmente, não há dor no local da picada. Se se formou só uma bolinha de pus, com alguns milímetros de diâmetro ou até um centímetro, então provavelmente não causará dor significativa no bebê. Mas, em alguns casos, a reação é bem mais intensa. O local onde foi aplicada fica inchado e a ferida é maior e purulenta. Nesses casos o médico poderá indicar antibióticos contra o bacilo da vacina ou suspeitar de uma infecção secundária.

De qualquer maneira é preciso entender que a ferida é necessária para a certeza de que a vacina conferiu imunidade ao nosso bebê. E ainda que seja um processo doloroso para o nosso filhinho e para a gente, que sempre sofre junto com eles, logo passa. Após o período, a ferida vira uma cicatriz que nossos bebês vão levar para o resto da vida.

A vacina protege contra formas muito graves e até fatais de tuberculose, uma doença ainda muito comum no Brasil, e por isso merece ter um dia específico para ela em nosso calendário.

Curiosidade: a obrigatoriedade da vacina

Desde 1976 o Ministério da Saúde tornou obrigatória a administração da BCG em crianças. Recomenda-se que ela seja aplicada na faixa de 0 e 4 anos, de preferência no bebê recém-nascido. A vacina, no entanto, apresenta algumas contraindicações, tais como para crianças com peso inferior a 2kg, imunodeficientes, desnutridas, com erupções cutâneas generalizadas e que estão realizando tratamento com corticoides.

No caso de imunodeficiência (bebês com deficiência da imunidade), o que acontece é que o paciente pode apresentar uma grave infecção pelo bacilo da vacina – ela é feita de bacilos enfraquecidos, mas vivos -, e então precisaria ser tratado imediatamente. Esta é a única complicação realmente grave.

Atualmente a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda apenas uma dose da vacina, uma vez que a segunda dose não provoca um aumento considerável na proteção, sem evidências científicas de sua necessidade.

Luciana Novellino

Luciana Novellino

Médica, mãe de dois. Apaixonada pela família e buscando vivenciar a maternidade com alegria, mais leveza e menos cobrança.
Luciana Novellino

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