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7 motivos alarmantes para excluir o refrigerante da sua vida

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Quando eu era criança, refrigerante era bebida de almoço de domingo. Um litro para a família toda. Ou seja, nada mais do que um copo para cada um. Mas hoje, refrigerante é mais comum do que água. A vida moderna impõe limites que nossa natureza não tem como aceitar, entre elas as mudanças no padrão de alimentação dos últimos anos, que destrói todo o equilíbrio que o metabolismo humano levou milhares de anos para alcançar. Aí ouvimos notícias como a epidemia de diabetes entre os índios xavantes, resultado do consumo excessivo de refrigerantes.

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Diabetes entre índios Xavantes.       Fonte: amazonia.org.br

Por que refrigerante faz mal?

Por vários motivos. Escolhi 7 mais importantes:

1.      Grande quantidade de frutose

Geralmente refrigerantes são adoçados com xarope de milho (composto 55% de frutose e 45% de glicose). Frutose é um açúcar, presente nas frutas. Diferentemente da glicose, que é absorvida logo após a ingestão, a frutose precisa passar pelo fígado antes. A ingestão moderada de frutose presente nos alimentos naturais tem efeitos benéficos; após passar pelo será convertida a glicose, que pode ser usada como fonte de energia para o organismo. O problema é o excesso.

Ao passar pelo fígado a frutose pode vir a produzir glicose ou gordura. O excesso vai elevar os níveis de triglicerídeos (aumento da produção de ácidos graxos livres) e se acumular como gordura no fígado, reduzindo a eficiência deste órgão tão essencial. Nesse metabolismo também são produzidas substâncias intermediárias que podem alterar os níveis de glicose (Ex: malonil CoA – tóxica para as células do pâncreas que produzem insulina, o hormônio que regula a glicose).

O excesso de frutose pode causar Alteração dos níveis de glicose e gorduras sanguíneas e risco de gordura no fígado.

 

2.      Não causa saciedade – Aumenta o risco de obesidade

Estudos mostram que a frutose tem menor capacidade que a glicose em suprimir a grelina o “hormônio da fome”, que tem ação nos centros de saciedade cerebral. É como se seu cérebro não “registrasse” as calorias que está ingerindo, continuando a vontade de beber mais e mais, aumentando o risco de obesidade.

 

3.   Tem muito Açúcar

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Uma lata de refrigerante tem 350 ml por volta de 37 g de açúcar. Só para dar uma noção de quanto açúcar estamos falando: adultos devem consumir no máximo 7,5 g em um lanche. Para crianças de até três anos, o valor máximo é 3,9 g.

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Você viu nosso post? 10 motivos para não dar açúcar para seu filho

 

 

4.      Cafeína e sódio

Além de serem calorias vazias que não causam saciedade, refrigerantes que contenham cafeína (principalmente os tipo cola) aumentam a vontade de urinar, o que somada a grande quantidade de sódio desses produtos aumenta a concentração do sangue, o que indica ao cérebro que é necessária diluição. A resposta é a sede, ou seja, um estímulo perfeito para tomar mais refrigerante.

 

5.      Ossos fracos

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O fósforo é um mineral indispensável em várias funções no organismo; está intimamente ligado ao metabolismo do cálcio e é importante na estrutura de ossos e dentes. O desequilíbrio entre cálcio e fósforo torna menos provável que o cálcio se deposite nos ossos e mais susceptível de ser mobilizado e eliminado na urina. Resumindo: muito fosfato tira cálcio dos ossos.

Não há risco de ingestão excessiva em uma alimentação regular; mas os refrigerantes são ricos em ácido fosfórico (e pobres em cálcio) e podem levar a um excesso de fósforo no sangue, que pode se combinar ao cálcio e resultar em calcificação dos rins e retirada de cálcio dos ossos e dentes.

Uma dieta rica em fosfato e pobre em cálcio gera uma alteração hormonal (aumento do paratormônio) que contribui para a redução da densidade dos ossos. De forma crônica, isso pode causar osteoporose e fraturas.

Lembrando que o fósforo é componente de inúmeros conservantes químicos na indústria alimentícia. Ou seja, alimentos altamente processados tem mais este risco embutido (geralmente, fora dos rótulos).

 

6.      Dentes fracos

filhinhos da mamãeAlém da questão da desmineralização de ossos e dentes decorrentes de um desequilíbrio entre sódio e fósforo, um estudo da Australian Dental Journal afirma que as bebidas carbonatadas, em virtude do seu conteúdo de ácidos causam erosão da camada protetora branca dos dentes, o esmalte. As bebidas carbonatadas contêm ácido fosfórico, que reduz o pH da saliva, tornando-se mais ácido, em última análise, fazendo com que o esmalte seja corroído.

 

7.      Latas tóxicas

filhinhos da mamãeAinda tem o problema da embalagem. Quase todas as latas de alumínio de refrigerante são revestidas com uma resina chamada bisfenol A (BPA), usada para impedir os ácidos do refrigerante de reagir com o metal. BPA é conhecida por interferir com os hormônios e tem sido associada a muitas doenças, desde  infertilidade a obesidade e cancer.

 

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Referências:

http://environmentcaliforniacenter.org/sites/environment/files/reports/Toxic-Baby-Bottles_0.pdf
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1834-7819.2010.01234.x/abstract
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3278747/ Phosphate Additives in Food—a Health Risk (2012)
https://www.organicconsumers.org/old_articles/school/cocacola021605.php
Funções Plenamente Reconhecidas de Nutrientes - Fósforo http://www.ilsi.org/Brasil/Documents/15%20-%20F%C3%B3sforo.pdf
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23280226 JAMA. 2013 Jan 2;309(1):63-70. doi: 10.1001/jama.2012.116975. Effects of fructose vs glucose on regional cerebral blood flow in brain regions involved with appetite and reward pathways.
http://amazonia.org.br/2015/08/refrigerante-e-doce-provocam-epidemia-de-diabetes-em-indios-em-mt/

Carla Torres

Médica (Universidade Federal Fluminense – 2004) e mãe. Atua nas duas funções em tempo quase integral e é apaixonada pelo que faz.

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