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Febre Amarela e a falta de vacina – quem precisa se vacinar? Quais áreas são de risco?

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FEBRE AMARELA

Os vários casos com morte por Febre Amarela em estados antes não considerados áreas de risco, como Rio de Janeiro, Bahia e Espírito Santo, tem assustado a todos e causou uma verdadeira corrida em busca da vacina contra o vírus. A vacina sumiu das prateleiras dos postos de saúde e clínicas privadas.

Vale lembrar que tão importante quanto a vacinação na época adequada é a prevenção do maior responsável pela doença: o mosquito transmissor. Aquele danado do Aedes aegypti ( que, além da febre amarela, também transmite os vírus da dengue, o da zika vírus e a chikungunya), por isso, além de evitar seus criadouros (lugares que possam acumular água) – vale a pena colocar telas e mosquiteiros nas casas e, em área de alto risco, usar repelentes e roupas compridas.

Aedes_aegypti

Aedes aegypti – mosquitinho do mal. Além da febre amarela, também transmite os vírus da dengue, o da zika vírus e a chikungunya

Mas afinal, quem deve ser vacinado? Precisa de reforço? Quais são as regiões de risco?

O mapa da febre amarela no Brasil mudou agora em janeiro de 2017. Veja os locais que eram considerados de risco antes e as novas áreas incluídas na imagem abaixo: Rio de Janeiro, Bahia e Espírito Santo passaram a fazer parte dele.

Febre amarela Brazil 2017

Fonte:  OMS

 

A recomendação antiga era que o reforço deveria ser feito a cada 10 anos. Em 2014 essa orientação mudou. Se a pessoa recebeu duas doses da vacina, é considerado imune por toda a vida, não necessitando mais de reforço.

vacina

vacinação - febre amarela brasil

Importante!

  1. Nas áreas onde a vacinação é recomendada, a criança deve receber a primeira dose da vacina contra a febre amarela aos 9 meses e a segunda aos 4 anos de idade.
  2. Gestantes não devem ser vacinadas.
  3. Mães amamentando também não devem receber a vacina porque a vacina contra febre amarela contém vírus atenuado, ou seja, a capacidade de causar doença é inativada, mas é considerada uma vacina com agente vivo. Sendo contra-indicada para pessoas com imunidade debilitada e bebês, que estão desenvolvendo ainda seu sistema imunológico. Se for essencial que a mãe que amamenta seja vacinada, aplicamos e interrompemos a amamentação por pelo menos 28 dias.

 

A vacina costuma ser bem aceita pelo organismo e causa poucos efeitos adversos, nem a picada é dolorida por ser de aplicação subcutânea , não intramuscular. Mas, como ela é composta pelo vírus atenuado, pode causar sintomas em até cinco ou dez dias depois da aplicação, mas isso é incomum.

 

 

Referências:

http://sbim.org.br/images/files/novas-recomendacoes-para-a-vacina-febre-amarela-150203a.pdf

http://www.who.int/ith/updates/20140605/en/

http://www.who.int/csr/don/27-january-2017-yellow-fever-brazil/en/

Carla Torres

Médica (Universidade Federal Fluminense – 2004) e mãe. Atua nas duas funções em tempo quase integral e é apaixonada pelo que faz.

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