Filhinhos da Mamãe

Guia Sobre Infância
MENU

Anemia na criança

Tags:, ,

filhinhos da mamãe
Anemia em crianças  pode provocar diminuição da capacidade intelectual, distúrbios comportamentais, falta de memória, baixa concentração mental, déficit de crescimento, diminuição da força muscular e da atividade física, além de maior suscetibilidade a infecções.

[alert style=”info”] Na Costa Rica, um estudo mostrou que crianças em idade escolar que tiveram anemia moderada quando bebês, atingiram scores menores nos testes de inteligência do que crianças sem histórico de anemia. Esses efeitos da anemia são definitivos. [/alert]
Nenhum bebê deveria ter anemia para crescer saudável e inteligente.
Infelizmente não é a realidade.  No Brasil, a presença de anemia em  crianças varia entre 20-70%, dependendo da região, da  idade, e de condições socioeconômicas, entre outros fatores.
 

Qual a principal causa de anemia em crianças?

A deficiência de ferro é a alteração nutricional mais frequente no mundo e a principal causa de anemia na infância. Depois das gestantes, as crianças menores de dois anos são as mais atingidas.  

Como evitar a deficiência de ferro?

Quando falamos de nutrientes temos sempre que estar atentos a biodisponibilidade, ou seja, quanto deste nutriente vai estar realmente disponível para ser usado pelo organismo após a ingestão.

Apenas uma pequena quantidade do ferro da dieta é absorvida, e alguns aspectos são importantes para se obter níveis adequados deste mineral, confira no quadro abaixo:
 

Por que é tão comum? Como prevenir a anemia nas crianças?

As crianças menores são tão propensas a anemia devido às elevadas necessidades de ferro (pelo ritmo acelerado de crescimento), unidas ao consumo insuficiente desse mineral.
Diversos fatores estão relacionados à anemia por deficiência de ferro na infância e conhecê-los é importante na prevenção.

1. Na gestação

gravida2

Anemia materna esteve associada à anemia na infância, aumentando três vezes o risco de anemia na criança.

No Brasil, recomenda-se que a suplementação de ferro comece na 20ª semana da gestação e se estenda por três meses pós-parto (ainda mais importante nas mães que amamentam).

2. No parto

– Idade gestacional e peso ao nascer

IMG_8969

A idade gestacional e peso ao nascer são fatores importantes: a reserva de ferro acumulada pela criança durante a gestação é dependente do peso e ocorre principalmente no último trimestre de gestação. É essa reserva, somada ao aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses, que garante o estado nutricional adequado da  criança.  

– Clampeamento  de cordão umbilical
Durante o nascimento a mãe continua passando sangue para o bebê através do cordão umbilical. Após os vasos dos cordão pararem de pulsar, o médico faz o clampeamento, ou seja, a ligadura deste cordão para cessar a transfusão de sangue. Há evidências de que o clampeamento tardio do cordão umbilical comparado ao clampeamento imediato está associado a menor incidência de anemia aos quatro meses de vida e estoques mais elevados de ferro aos seis meses de vida do bebê.
 

3. Na criança

  – Tipo de aleitamento
O leite materno não é rico em ferro, mas boa parte do ferro presente é assimilado pelo bebê: 49% do ferro no leite humano é absorvido, comparado com apenas 10% do ferro no leite de vaca. Observou-se que em crianças em aleitamento materno durante os primeiros 6 meses de vida era rara a deficiência de ferro.
O aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade é a prática de alimentação ideal. Mas quando ultrapassa os 6 meses de vida a quantidade de ferro no leite materno pode não ser suficiente para manter as concentrações ideais deste mineral no bebê.
[alert style=”info”] A intolerância a proteína do leite de vaca (APLV)  com perda de sangue  nas fezes constitui  causa  importante de anemia  nos primeiros 18  meses de vida. [/alert]
 O aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade é a prática de alimentação ideal. Mas quando ultrapassa os 6 meses de vida a quantidade de ferro no leite materno pode não ser suficiente para manter as concentrações ideais deste mineral no bebê.
– Introdução alimentar

introdução alimentar

Quando o bebê ainda mama no peito, mas já come outros alimentos, deve-se ficar atento porque o a introdução de alimentos reduz a biodisponibilidade do ferro do leite materno. Além disso,  muitas vezes o bebê prefere mamar do que se alimentar, sendo que por volta de seis meses de idade, a quantidade de ferro do leite materno já não é capaz de suprir as necessidades de ferro desse bebê.

 – Parasitoses intestinais
Todo bebê passa pela fase de desenvolvimento de colocar tudo o que encontra na boca. Por melhores que sejam as condições de higiene do ambiente, crianças são mais suscetíveis a infecções intestinais. Parasitoses intestinais (como a giardíase, por exemplo)  podem cursar com perdas sanguíneas nas fezes e resultar em anemia.
 

Como é feito o diagnóstico de anemia?

No exame físico o médico já pode observar sinais claros de anemia, como mucosas descoradas (ao examinar a conjuntiva), aumento da frequência dos batimentos cardíacos, entre outros.  O primeiro exame complementar a ser realizado é o hemograma completo, que mostra, entre outros fatores, o número de células vermelhas (hemácias) e a concentração de hemoglobina (proteína das hemácias que carrega o oxigênio). Há vários tipos de anemia. A por deficiência de ferro é apenas um tipo, mas é a mais comum em crianças. O médico vai suspeitar a partir de alguns parâmetros do hemograma, como o tamanho das hemácias (na anemia por ferro estão em volume reduzido) e pode solicitar a dosagem de ferro no sangue e outros exames, como ferritina e capacidade de ligação ao ferro. Todo pediatra é bem treinado em avaliar anemia, mas há casos que exigem uma investigação mais complexa, realizada pelo médico especialista, o hematologista.
 quadro anemia
Nenhum bebê deveria ter anemia para crescer saudável e inteligente. Infelizmente não é a realidade.  No Brasil, a presença de anemia em  crianças varia entre 20-70%, dependendo da região, da  idade, e de condições socioeconômicas, entre outros fatores.
  [hr style=”default”]
Achou importante? Compartilhe com seus amigos.
 [hr style=”default”]
Fonte:
Carla Torres

Carla Torres

Médica (Universidade Federal Fluminense – 2004) e mãe. Atua nas duas funções em tempo quase integral e é apaixonada pelo que faz.
Carla Torres

Deixe uma resposta