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Bisfenol A – O veneno dos plásticos

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PAB

O bisfenol – A (BPA ) é um composto sintético que é encontrado em muitos tipos de produtos, incluindo  recipientes de plásticos e latas  de metal para alimentos.

Trata-se de um aditivo, usado para conferir transparência e resistência. Os aditivos plásticos  são encontrados nas embalagens plásticas e em rolos de PVC utilizados para cobrir alimentos. As moléculas desses produtos saem das embalagens e contaminam os alimentos. Os aditivos plásticos têm maior afinidade por alimentos gordurosos, mas podem ser encontrados em qualquer alimento industrializado e na água. Aquecido ou congelado, o plástico libera substâncias tóxicas, especialmente o bisfenol A, um produto químico usado na fabricação de plásticos e no revestimento interno de latas.

Na verdade, trata-se de um veneno que desregula o sistema hormonal e o sistema nervoso.

O Bisfenol A (BPA) está estruturado de uma forma que imita o estrogênio, uma hormônio sexual feminino. Dentro do corpo, o BPA se liga e ativa receptores de estrogênio. Diversos estudos mostram que o BPA está associado a doenças cardíacas, diabetes, infertilidade, obesidade, hiperatividade, puberdade precoce e câncer em seres humanos, afetando principalmente gestantes e crianças pequenas, tendo em vista que atravessam a placenta, podendo provocara alterações permanentes no cérebro do feto e mudanças comportamentais em fases posteriores da vida.

No Brasil, a Agência Nacional de VigilânciaSanitária (ANVISA) proibiu o uso do Bisfenol A em mamadeiras, mas permite o uso da substância desde que dentro do limite de 0,6 mg para cada litro de embalagem.

Os plásticos com maior teor de bisfenol A, são aqueles com numeração 7 contida no interior do triângulo impresso no recipiente. Como muitos utensílios não são identificados pela numeração de segurança e até que mais estudos sejam realizados, sugere-se a utilização de utensílios de vidro.

PBA - plásticos tóxicos

O ideal seria que não se usassem recipientes plásticos para acondicionar alimentos, mas alguns liberam muito mais bisfenol do que outros, principalmente se aquecido. Os mais seguros para uso são os que apresentem os números 2, 4 ou 5 no interior do triângulo.

Parece que o momento de maior sensibilidade ao BPA está no útero e 96 % das mulheres grávidas no teste EUA positivo para BPA em sua urina.

Um importante estudo que avaliou a toxicicidade das mamadeiras, revelou que, mesmo em pequenas quantidades, esse produto químico pode provocar doenças, tais como: alterações do sistema imunológico, aumento da próstata, diabetes, hiperatividade, infertilidade, obesidade, puberdade precoce e câncer da mama.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) tenta há algum tempo fazer com que seja proibido o uso desse veneno em produtos nacionais. Desde o dia 1° de janeiro de 2012, as mamadeiras fabricadas no país ou importadas não podem conter essa substância, conforme a resolução RDC n° 41, de setembro de 2011. O bisfenol A era muito usado na fabricação de mamadeiras porque permite que o plástico fique resistente e translúcido. Diversos setores industriais começaram a fabricar alguns produtos isentos de BPA, chamados “BPA free”.

Entretanto, um estudo publicado pela Environmental Health Perspective –  revelou que mesmo produtos rotulados como “BPA free” apresentaram atividade semelhante ao hormonio estrogênio. Ou seja, idealmente deve-se evitar o uso de recipientes plásticos para acondicionar alimentos, principalmente para aquecer.

Bisfenol A

Bisfenol A – Como reduzir a exposição a este veneno e outros aditivos plásticos.

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Referências: http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/90666300462a38a5ba4abfec1b28f937/Embalagens.pdf?MOD=AJPERES

http://ehp.niehs.nih.gov/1003220/

http://ehp.niehs.nih.gov/?s=BPA+free

Bisphenol A: An endocrine disruptor with widespread exposure and multiple effects

http://environmentcaliforniacenter.org/sites/environment/files/reports/Toxic-Baby-Bottles_0.pdf

Research needs for the risk assessment of health and environmental effects of endocrine disruptors: a report of the U.S. EPA-sponsored workshop.

Direct Evidence Revealing Structural Elements Essential for the High Binding Ability of Bisphenol A to Human Estrogen-Related Receptor-γ

Environmental Chemicals in Pregnant Women in the United States: NHANES 2003–2004

 

Carla Torres

Médica (Universidade Federal Fluminense – 2004) e mãe. Atua nas duas funções em tempo quase integral e é apaixonada pelo que faz.

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