Filhinhos da Mamãe

Guia Sobre Infância
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Brincar – coisa de mamífero

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Três coisas nos definem como mamíferos:

1.      Ser alimentado por leite materno;
2.      Chorar quando afastado  do principal cuidador;
3.      Brincar.

É o que afirma o psiquiatra Gregory L. Fricchione, diretor do Benson-Henry Institute for MindBody Medicine e professor de Medicina de Harvard, em uma complexa explicação sobre a evolução do cérebro.

Toda criança, se lhe for dada a chance, vai brincar, de preferência com outras crianças.

Algumas consequências do ato de brincar são bastante evidentes:

  • Diversão é uma emoção de reforço positivo. Ele faz as crianças felizes
  • Brincar incentiva a exploração com menos limites restritivos do que as atividades da vida regular.
  • A brincadeira é uma maneira eficaz para socializar e fazer amigos.
  • Brincar estimula a iniciativa e compromisso muito mais do que observar passivamente o que os outros fazem.

Mas há outra razão menos óbvia, que é a consequência biológica das brincadeiras. Em uma revisão no American Journal of Play (sim, há uma revista científica sobre brincar!!) estudos mostram que quando os animais jovens são encorajados a brincar, eles desenvolvem uma melhor competência social, cognição e regulação emocional mais tarde na vida. Brincar também os torna mais capazes de se a adaptar a situações inesperadas.

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Toda criança, se lhe for dada a chance, vai brincar, de preferência com outras crianças.

Brincar – coisa de cérebros evoluídos

Brincar de luta é uma necessidade adaptativa em espécies de predadores, como ursos e leões que dependem de agressão para a sobrevivência como adultos.

Quanto mais complexo o organismo, mais sofisticado o cérebro. Em todas as espécies que brincam, a brincadeira é uma ferramenta de desenvolvimento que promove as regiões de controle executivo neocorticais (neocortex é a parte do cerebral mais recente e complexa na evolução das espécies, basicamente o que nos torna mamíferos) para controlar outros sistemas neurais.

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Brincar de luta é uma necessidade adaptativa em espécies de predadores, que dependem de agressão para a sobrevivência como adultos.

A brincadeira não é uma característica do desenvolvimento em todas as espécies. A capacidade (e necessidade) para de brincar é mais evidente em mamíferos superiores com neocortex desenvolvido e que vivem em ambientes sociais complexos.

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A capacidade (e necessidade) para brincar é mais evidente em mamíferos superiores com neocortex desenvolvido e que vivem em ambientes sociais complexos.

Brincar é essencial

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Mais do que apenas diversão, as brincadeiras de criança esculpem o cérebro para ser mais adaptável mais tarde na vida.

Na sociedade humana moderna, brincar tem deixado de ser algo tão natural. Fatores externos como a falta de tempo (agendas cheias, algumas crianças têm mais tarefas diárias do que executivos), muita supervisão de um adulto, e muitas restrições dificultam o ato de brincar.

Para que nossos filhos cresçam, ele precisam das brincadeiras. Deixe seu mamífero brincar!
Brincar

As brincadeiras de criança esculpem o cérebro para ser mais adaptável mais tarde na vida.

 

Referências:

Pellis, S. M., Pellis, V. C., and Himmler, B. T. (2014). How play makes for a more adaptable brain. Ame. J. Play. 7 (1) 73-98

Memory Medic’s new book has just been released: “Improve Your Memory for a Healthy Brain.” Smashwords.com

Brown TE (2008) ADD/ADHD and Impaired Executive Function in Clinical Practice.Curr  Psychiatry Rep. Oct;10(5):407-11. Review.

 

Carla Torres

Médica (Universidade Federal Fluminense – 2004) e mãe. Atua nas duas funções em tempo quase integral e é apaixonada pelo que faz.

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