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Caxumba: saiba quais são as causas, tratamentos, sintomas e complicações.

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Aquelas doenças que eram frequentes quando éramos pequenos e que ficamos anos e anos sem ver algum caso voltaram a ser comuns de novo. É o caso da caxumba, que tem assustando um monte de gente no Rio de Janeiro, nestas últimas semanas. Tire suas dúvidas.

Quais os sintomas mais comuns na caxumba?

A caxumba é uma infecção viral que tem como apresentação mais frequente é a febre com a inflamação das glândulas partidas (parotidite) e de outras glândulas salivares.  Geralmente os primeiros sintomas são febre, calafrios, dores de cabeça,  dores musculares e ao mastigar ou engolir, além de fraqueza.

A inflamação das glândulas parótidas é clássica na caxumba. Mas esta apresentação não é a única, pode estar ausente. A doença tem outras formas de se manifestar.

Como é a transmissão  da caxumba?

É uma doença altamente contagiosa,  que geralmente causa surtos no inverno e na primavera. A transmissão do vírus Paramyxovirus ocorre pelo ar e por contato direto com gotículas de saliva de pessoas infectadas. Caso uma pessoa seja afetada, ela não deve comparecer à escola ou ao trabalho, idealmente durante nove dias após início da doença, para que não exista risco de contágio. É preciso, ainda, desinfetar os objetos contaminados com secreções do nariz, da boca e da garganta.

Como é o tratamento da caxumba?

Não há tratamento específico. Apenas tratam-se os sintomas.

Quais são as complicações possíveis?

A evolução geralmente é benigna, mas  a doença pode se apresentar de formas mais graves. A meningite  e a epidídimo-orquite (no testículo – “a caxumba que desce”) são as outras duas apresentações  mais comuns da doença.  A orquite pode acometer até 38% dos homens que desenvolvem infecção pelo vírus da caxumba e, embora não seja comum,  pode levar a esterilidade.

Outras complicações incluem: surdez, encefalite, pancreatite, miocardite (inflamação do músculo cardíaco), pericardite, artrite, nefrite, hepatite e tireoidite. A caxumba pode causar aborto, morte intrauterina ou má formações no feto, quando a mulher adquire a doença durante a gravidez.

Como funciona a Vacina contra caxumba?

A vacina, conhecida como Tríplice viral, protege contra três vírus: sarampo, caxumba e  rubéola. Ela é feita a partir de vírus atenuados (ou seja, não são mortos, mas são enfraquecidos o suficiente para causar imunidade sem causar doença). A atividade protetora da vacina inicia-se em torno de 15 dias após a vacinação e o efeito protetor é obtido em 90% a 100% dos vacinados e permanece por no mínimo 18 anos para o sarampo, 8 anos para a caxumba e 20 anos para a rubéola.

Quantas doses da vacina tríplice viral são necessárias para conferir imunidade?

É considerada protegida a criança que tenha recebido duas doses da vacina após 1 ano de idade. O ideal é que a primeira dose seja feita aos 12 meses,  porque antes disso os anticorpos contra o sarampo, caxumba ou rubéola que a criança recebeu da mãe, antes do nascimento, podem interferir na resposta imunológica à vacina. Segundo o calendário da Sociedade Brasileira de Imunizações a vacina deve ser feita aos 12 meses e depois aos 15 meses (junto com a varicela).

Note que, em situação de risco (por exemplo, surto de sarampo ou exposição domiciliar), a primeira dose pode ser antecipada para antes de 1 ano de idade (a partir dos 9 meses). Nesses casos, a aplicação de mais duas doses após a idade de 1 ano ainda será necessária. Além dessa situação, se preciso, a segunda dose também pode ser antecipada, obedecendo ao intervalo mínimo de um mês entre as doses.

Quais as contraindicações da vacina tríplice viral?

•    Hipersensibilidade a componentes da vacina (exemplo: Neomicina)
•    Alergia anafilática a proteína do ovo (os vírus do sarampo e da caxumba contidos na vacina são cultivados em embrião de galinha).
•    Gravidez
•    Imunodeficiência
•    Doença aguda ou crônica em evolução

Se a sua criança tiver alguma doença crônica, condição de imunodeficiência ou se houver histórico de imunodeficiência em sua família, pode haver maior probabilidade de ocorrência de eventos adversos decorrentes da vacinação ou diminuição da eficácia da vacina.

Se a  criança tem ou já teve alguma doença do sistema nervoso central, como epilepsia, convulsões (inclusive febris) ou espasmos, pois nestas situações existe maior propensão da criança desenvolver convulsões após a administração da vacina.

Alergia a Proteína do Leite de Vaca – APLV – não há contraindicações ao uso da vacina tríplice viral para APLV. Mas alguns laboratórios contém lactose entre os excipientes, importante para quem tem intolerância severa ao açúcar.

Alergia ao ovo – Vacinas produzidas em culturas de tecido de ovos embrionados de galinha demonstraram não conter proteínas do ovo em quantidades suficientes para induzir reações de hipersensibilidade. A contraindicação absoluta é para os casos de alergia a proteína do ovo com anafilaxia.

 
A tríplice viral pode ser aplicada junto com outras vacinas?

Pode ser administrada simultaneamente, utilizando-se diferentes sítios de aplicação, às vacinas que fazem parte da rotina de imunização infantil, às vacinas polissacarídicas (vacina meningocócica, vacinas pneumocócicas), vacina varicela, vacina Haemophilus influenzae B (conjungada), vacina poliomielite1, 2 e 3 (inativada), vacina influenza e vacina hepatite B (recombinante).

Ainda tem dúvidas? Escreve aí nos comentários.

 

 

Carla Torres

Carla Torres

Médica (Universidade Federal Fluminense – 2004) e mãe. Atua nas duas funções em tempo quase integral e é apaixonada pelo que faz.
Carla Torres

5 respostas para “Caxumba: saiba quais são as causas, tratamentos, sintomas e complicações.”

  1. Daniela disse:

    Oi fui diagnósticada com caxumba pelo deste de amilase só que já vai fazer 1 mes e minhas glandulas não voltaram ao normal fui dinovo ao médico e meus exames estão normal o médico disse que as vezes demora para voltar ao normal mais não estou vendo nenhum resultado estou preocupada oq pode ter acontecido por favor me ajude

  2. Jemima disse:

    Oi boa tarde, meu filho está com 5 meses e está como se estivesse com caxumba, pelo quadro dele no momento. Isso realmente pode acontecer??. Tem algum tratamento??

  3. Cristina disse:

    Ola, dr. Carla. Meu filho teve contato 3 dias seguidos com a tia dele q manisfetou os sistomas da caxumba dois dias depois do ultimo encontro. Ele esta com 11 meses. So 1 semana depois do ultimo contato com ele q eu soube q ela estava assim. Sera q ele corre algum risco? Seria melhor antecipar a vanina dos 12 meses? Obrigada desde ja.

    • Carla Torres disse:

      Oi Cristina. Imagino que você esteja bem preocupada, mas infelizmente não posso te dizer que não há risco. A caxumba pode se manifestar no período entre 12-25 dias após o contato com o vírus e só é considerado imunizado quem fez as duas doses. Mas uma dose já assegura que, se ocorrer, a doença será mais branda. Não há indicação formal de antecipar a vacinação. Para menores de 12 meses não é indicada a vacinação de bloqueio (= quando faz-se uma dose da vacina independente do calendário por conta de contato). Converse com seu pediatra. Mas confie no sistema imunológico do seu bebê, a essa altura já deve ter destruído os vírus invasores, se Deus quiser. Mantenha ele bem hidratado e alimentado. Vai dar tudo certo. Abraços.

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