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Europa com bebê de 5 – 6 meses. Dicas de Pais para pais

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Por que viajar com crianças? Por que não viajar com crianças?
Helena em Paris

Bebê em Trocadero, a melhor vista da Torre Eiffel.

Sobre a primeira vez que fomos à Europa com bebê:
Nossa filhinha  completou  6 meses em Amsterdam. Fizemos uma viagem de 13 dias (no total 15:  13 de passeio + um para ir e outro para voltar). Aproveitei intensamente os 15 dias finais de minha licença-maternidade.
Viajamos do Rio para Amsterdam (na Holanda), fizemos um daytrip para Maastricht  (na Holanda), fomos para Bruxelas e depois Brugges (na Bélgica) e fechamos com a cidade luz, Paris.
Relato de viagem: Amsterdam com bebê.
Relato de viagem: Bélgica com bebê.
Relato de viagem: Paris com bebê.
Deixei o relato completo, os roteiros que fizemos dia-a-dia, em um site que amo de paixão: o mochileiros.com. Relato de Viagem – Holanda, Bélgica e Paris.
Resolvi criar um post só sobre dicas práticas: O que é importante saber para viajar com um bebê sem passar (tantos) perrengues.

Dicas de pais para pais

1.      Bagagem de mão

(não deixe de ler o post:  Bagagem de mão – Vou para Europa com bebê – post 8)

  • Leve uma blusa extra para cada um dos pais. Os bebês babam, golfam, podem facilmente te deixar pegajoso e fedorento (no caso, nós dois usamos as nossas).
  • Chupetas extra.
  • Manta bem quentinha.
  • Guarda-chuva pequeno.
  • O óbvio: trocas de roupas, fraldinhas, lenços úmidos, pomada para assadura, fraldas de pano,
  • Analgésico. É muito comum bebês chorarem em vôos, isso porque na maioria das vezes seus pais ignoram o efeito da variação de pressão que ocorre nos pequenos ouvidos dos bebês, e esquecem que o trauma causado por esta variação de pressão (barotrauma) pode ser muito doloroso (logo que possível vou lançar um post sobre o assunto). Como otorrinolaringologista, tive todos os cuidados para que isso não acontecesse com minha filhinha, mas se acontecesse, teria analgésico de fácil acesso para lhe oferecer.

ATUALIZAÇÃO: Finalmente escrevi o post: Por que os bebês choram no avião?

avião - dor de ouvido

  • Pasta de plástico (pequena) com passagens, reservas de hotel, documentos (obs: sempre scaneio os mais importantes – inclusive cartões de crédito, levo no pen drive – que guardo em um local seguro – e envio por email para mim mesma, seguro morreu de velho).

2.     Bagagem

  • Viajar com um bebê eleva a capacidade de administrar volumes de bagagens a um outro nível. Escolhemos peças de roupas básicas (no meu caso levei alguns acessórios, como cachecóis coloridos, echarpes, tiaras para cabelo… coisas que ocupavam pouco espaço, mas eu parecia bem diferente nas fotos), o mínimo necessário. Para ela escolhemos roupinhas mais escuras, que mostravam pouco sujeirinhas. Fraldas descartáveis só para os primeiros dias.
  • O truque mestre: sacos a vácuo – tem um vídeo que mostra o funcionamento no youtube . Eu comprei uns parecidos na Kalunga, mas outro dia vi deles na Casa & Vídeo – Organizei todas as roupas em sacos, que seriam abertos conforme os dias fossem passando (por ex: fiz um pequeno saco para usarmos nos 3 dias que ficaríamos na Bélgica, quando chegamos em Bruxelas, vindos de Amsterdam guardamos as malas em um locker na estação de trem e partimos leves e soltos com uma pequena malinha). Deste modo, conseguimos partir daqui do Rio com uma única mala grande (colocamos outra dentro dela, já que seria difícil conseguirmos compactar toda a bagagem novamente). Levamos 2 mochilas (com casacos compactados, netbook, câmeras… além da bolsa do bebê e um carrinho tipo guarda-chuva (Maclaren). No hotel em Amsterdam pedimos emprestado o aspirador de pó e comprimimos bem as coisas. Mas já partimos de lá com duas malas (também fizemos compras, ninguém é de ferro).

3.     Protegendo o bebê do frio

  • Escolhemos ir na primavera, mas mesmo assim é frio (meu bebê é carioca!). Pegamos 6 graus em Amsterdam. Tinha lido que o ideal era vestir o bebê em camadas. Por isso levei roupinhas que eram para um tamanho acima do dela. Teve dia de colocar 6 calças compridas, uma sobre a outra. Sempre usava casaquinhos com capuz e levei um casaco maior daquele material impermeável, que corta bem o vento. Proteger as extremidades é essencial. Dedinhos são os que correm mais risco de congelamento. Várias meias, umas bem quentinhas sobre as outras. Nas mãos, luvinhas. Mas essa parte é difícil. Os bebês babam as mãos (os pés também, mas um pouco menos). Mesmo lavando e colocando para secar no aquecedor, às vezes faltava. Solução: meinhas nas mãos.
  • Se levar o carrinho, não esqueça de levar a capa contra chuva. Mesmo que não esteja chovendo, é essencial para cortar o vento.

 

Imagem 291

No trem para Maastricht – Dia frio. 6 pares de meia.

4.     Transitando

  • Sempre que possível, opte por transitar de trem, não de avião. É muito mais fácil para embarcar com aquele mundo de tranqueira. Não tem check in, poltronas espaçosas… muito melhor. Pode ficar até mais caro do que viajar de avião por uma daquelas companhias low cost, mas eu realmente acho que  vale o investimento.
  • Em nossa passagem pela Bélgica entramos, vindos de Amsterdam, e saímos, para Paris, pela mesma estação de trem. Preparei uma malinha com roupas só para 3 dias e deixamos todo o resto da bagagem em um locker na estação de trem. Quando partimos da Bélgica passamos lá e pegamos antes de embarcar no trem para Paris. Foi uma mão na roda. Ficamos bem leves, foi moleza andar de trem e ônibus só com uma malinha.
  • Levamos um carrinho tipo guarda-chuva (MacLaren Volo), foi muito bom. Usamos bastante, mas às vezes dava preguiça de sair com ele (obs: esse carrinho não é o ideal para um bebê tão pequeno como era o nosso na época – coisa de pais literalmente de primeira viagem! Porque ele não reclinava. Morríamos de inveja quando víamos bebês nos outros carrinhos deitadinhos. Nós colocávamos vários cobertores fofinhos para ela ficar bem apoiada. Ela tinha começado a sentar bem e sem apoio havia pouco tempo). No post de  enxoval eu falo um pouco sobre carrinho de passeio.

 

  •  Atualização: em 2013, quando ela completou 1 ano e meio, voltamos a viajar. Dessa vez tínhamos comprado um carrinho que foi perfeito: o Maclaren XT (reclina a 180 graus). Usamos muito. Mesmo grandinha ela dormia muito bem nele.

 

no carrinho

Friozinho em Brugges.  Passeando no carrinho.

  • Canguru é útil? Esquecemos nosso canguru. Mas em Brugges constatamos que era mesmo um ítem de primeira necessidade. Compramos um novo, muito mais confortável para nós e para ela. Marca: ErgoBaby. Foram os 100 euros mais bem investidos da viagem. O slogan dizia: o preferido dos bebês. Ela amou e nossas colunas mais ainda (obs: esse é mesmo muito bom. Agora que ela já tem 11 meses, consigo carregá-la facilmente neste no outro é impossível, dói muito as costas. Este é mesmo ergonômico, distribui om peso do bebê. Conforto para ele e para nós). Atualização: com 1,5 ano ainda usamos muito!! Às vezes usava para carregar ela nas costas.

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 No canguru ErgoBaby, na Opera de Paris.

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No canguru, com 1,5 ano – Passeio pela Provence – França 2013

 5.     Agradando o bebê

  • Você ficará surpreso de ver como o bebê pode se divertir em uma viagem. Ver coisas novas, na segurança da companhia dos pais, é excelente. Sempre me impressiono o quanto os meus evoluem em termos de comportamento e percepção quando viajamos. O convívio intenso em família que somos “forçados” a ter durante uma viagem fortalece o vínculo familiar, a principal base para o desenvolvimento da criança. 
  • Bebês pequenos gostam mesmo é de colo e de rotina. Viajar é bom para eles porque ficam mais tempo no colo do que qualquer outro dia comum. Mas a rotina dá uma boa quebrada. Tente manter os horários de mamadas como se estivesse em casa, se possível, a hora do banho e a hora de dormir. No nosso caso, as mamadas não foram problemas, nem o banho da manhã, mas ela dormia sempre mais tarde.
  • Viagem de gente grande com bebê: a nossa filhinha é um peixinho. Ama água. O meu agrado diário para ela era um banho longo, morninho,  cheio de brincadeiras toda noite que voltávamos. Acostumei ela desde os 3 meses a tomar banho comigo no chuveiro, isso facilitou muito. Sempre que posso escolho quarto com banheira (ela, como quase todos os bebês ama isso) mas nem sempre é possível. Em Bruxelas escolhi um hotel que tinha um spa aquático; acordei e levei ela para lá, brincamos por um bom tempo (ah sim, levei fraldinhas de piscina – não esqueça de incluí-las em sua lista) só passamos lá 1 noite (99 euros a diária – preço promocional, no balcão o mesmo quarto era 280 euros!), mas sei que se ela pudesse falar, diria que foi o lugar que mais gostou da viagem. Não deixe de ler o postEscolhendo um hotel ou alugando um apartamento.
Nossa viagem foi perfeita. Não tivemos um inconveniente sequer. Ela ficou ótima e se comportou muito bem. Engordou, cresceu… voltou muito mais esperta. Fui extremamente cautelosa no planejamento e tudo correu como deveria. Amamos!!!!

Carla Torres

Médica (Universidade Federal Fluminense – 2004) e mãe. Atua nas duas funções em tempo quase integral e é apaixonada pelo que faz.

18 respostas para “Europa com bebê de 5 – 6 meses. Dicas de Pais para pais”

  1. Eleonora Kist disse:

    oi Carla. Adorei suas dicas. Viajaremos mês que vem para a Itália e alugaremos um carro. vocês alugaram a cadeirinha junto como carro? Porque pelo valor de locar o carro duas semanas, eu pensei em comprar. Você sabe me dizer se seria fácil comprar lá e onde?Beijos

    • Carla Torres disse:

      Oi Eleonora. Também pensei em comprar, mas como já queria pegar o carro no aeroporto, achei que seria complicado rodar com ela no carro sem a cadeirinha (imagina se ocorre um acidente ou somos parados em uma blitz) até achar a bendita cadeira em uma loja, além do fato de ter que trazer no avião de volta. Sei que tem gente que faz isso, mas preferi poupar tempo e bagagem. Nem sei onde compraria não, mas nas cidades grandes, sempre tem lojas de departamento no centro. Abraços.

  2. Lara disse:

    Oi Carla! Adorei sua postagem. Me inspirou a organizar nossa viagem com a baby que terá 8 meses para Europa.
    Você deu a ela alguma vitamina antes de viajarem para evitar gripe?

  3. Fernanda disse:

    Meninas, parabéns pelo site! Estou adorando! Carla, gostaria de adquirir uma mochila para carregar nossa bebê e estou com algumas dúvidas: a) existe alguma marca tão ergonômica como a Ergobaby e não tão cara? b) o casulo para bebês que não sentam é confiável? c) sua Ergobaby é de qual modelo? É muito quente, seja pelo tecido utilizado pela marca ou pela cor preta? Desde já agradeço! Abraços!

    • Carla Torres disse:

      Oi Fernanda, tem uma marca muito semelhante ao ergobaby e mais barata, mas não lembro o nome não, desculpa. Na verdade nem lembro o modelo do meu, passei ele para outra mãe viajante há algum tempo. Achei bem seguro mesmo pra bebê pequeno e não era quente demais não. Comprei pra minha primeira filha, usei muito com ela, depois muito com o irmão e passei para um terceiro bebe e ele ainda novo! Valeu muito comprar esse, no meu caso. Abraços e desculpa não lembrar dos detalhes. Abraços e obrigada pela visita e elogio ao site!

  4. Barbara disse:

    Minha filha terá 11 meses em setembro quando pretendemos ir para Paris. Estou apavorada com a idéia. Mal sobrevivo a uma tarde no Shopping! Hoje no Outback todos comeram, menos eu que fiquei tentando conter uma bebê de 6 meses bem ativa que mexia em tudo. Socorro! 🙂

    • Carla Torres disse:

      kkkk Ai Barbara, tenho dois filhos, a menina sempre foi uma lady, mas meu menino é um mini ogro desde bebezinho. Mexe em tudo! Agora ele tem 2 anos, mas por sorte ele ama comer, então restaurante é um programão pra ele. Com 11 meses sua filhinha já vai poder comer várias coisas do prato de vcs, isso facilita muito em comparação a um bebê de 6 meses, além do que ela estará muito mais coordenada, vai se interessar por outras coisas (inclusive por um desenho no tablet ou celular – conhecido salvador universal de pais em locais silenciosos). Mas em Paris os restaurantes são geralmente bem pequenos, bem intimista, como mãe de bebê sei que é o tipo de lugar onde ficamos tensas e gostamos de evitar. Se puderem reservar locais de hospedagem com cozinha é bem melhor, minimiza a ida a restaurantes e vcs vão economizar um monte; além do mais, acho o máximo conhecer os produtos dos mercados locais. Abraços pra vcs!

  5. Priscilla disse:

    Adorei o seu site, perfeito para o que estou buscando. Uma duvida, vc acha
    Melhor viajar com 5 meses, ainda so no peito, ou com 6..7 ja comendo alguma coisa? Me parece que so no peito ser mais facil, ne?!

    Obrigada!

    • Carla Torres disse:

      Oi Priscilla. Obrigada pela visita, que bom que gostou do site. Eu fui com ela com 6 meses e foi bem fácil. Essa parte de não precisar se preocupar com a alimentação deles é mesmo uma mão na roda. A época de introdução alimentar é um período mais complicado. Eles demoram pra comer, não aceitam bem. Precisa dedicar tempo, não acho q seja uma época boa para quebrar a rotina do bebê. Melhor enquanto só está no peito ou depois de já estar almoçando e jantando bem. Bjs.

  6. Luciana Novellino disse:

    silviamedina25 de novembro de 2012 08:26
    Olá Carla, que máximo…suas dicas e o blog!!! Sou turismologa, apaixonada por viagem, e também escrevo um blog. Tenho 5 anos de casada e o próximo passo são os babies…mas tenho pensado mto pois ter filhos e continuar viajando como viajo hj me parece impossivel, mas vc me incentivou mto e mostrou que é possível. Vou acompanhar seu blog e aguardo sua visita no meu 🙂

    • Luciana Novellino disse:

      Carla Torres25 de novembro de 2012 14:04
      Fui ao seu blog. Muito bom!! Parabéns.

      Imagina… se meu amor e eu que somos viajantes amadores (tb esperamos um bom tempo antes de ter nossa baby, vamos fazer este mês 9 anos sob o mesmo teto) tiramos de letra carregar com nossa pequena na mochila, imagina se vc, que é profissional, terá dificuldades. Na verdade, acho que isso vai abrir um novo campo de trabalho pra vc… vai ter experiências práticas para ajudar outros pais, aquele tipo de conhecimento que só se adquire vivendo, não são exatamente como estão nos manuais. Sucesso e muito boa sorte para você!

      Amei seu post sobre Punta Cana. Vou deixar o link aqui, acho que outras pessoas podem gostar: http://silviamedina.wordpress.com/2012/10/26/once-upon-a-time-the-paradise/

      • Luciana Novellino disse:

        silviamedina26 de novembro de 2012 09:54
        Obrigada Carla! Na verdade, fico toda emocionada em vir até aqui…já percebi o qto vc é organizada e qto é uma mãe dedicada. Tenho um longo caminho pela frente!!! Não vejo a hora de dividir esse momentos inesquecíveis de viagens com meus futuros filhos, e vc me confortou mto!

        Tenho um sobrinho (primeiro sobrinho e afilhado, imagina), e viajamos com ele, eu e minha irma para Trancoso quando ele tinha 6 meses, a questao é que pesava 12 kilos, mas foi o único problema. Me animei em postar sobre a viagem. Qdo fizer te aviso…
        Punta Cana realmente é mto bom, e o voo é tranquilo também, tem direto, apenas 7 horinhas pra sua baby.

  7. Luciana Novellino disse:

    Simone J.24 de novembro de 2012 11:29
    OLá! Ótimas dicas, parabéns pelo post!

    Outro dia fiquei analisando estes sacos a vácuo e pensando se funcionavam mesmo, e li no modo de usar que o saco para viagem não precisa do aspirador, é só fechar o lacre e ir enrolando para tirar o ar. Você testou se funciona bem desta maneira também? Porque o medo é chegar no local e não ter nenhum aspirador, e aí perde a funcionalidade.
    Obrigada, e abraço para a linda familia!

    • Luciana Novellino disse:

      Carla Torres24 de novembro de 2012 19:35
      Oi Simone, obrigada!
      Eu não sei se eu não soube enrolar direito, mas achei muito menos eficiente do que aspirar a vácuo. Esses de viagem não tem mesmo um espaço específico para acoplar o bico do aspirador como tem os sacos grandes de uso doméstico. Mas eu fechava quase tudo (fecho tipo zip) e deixava um espaço pra colocoar o bico dos aspirador, depois de posicionado eu ligava o aspirador e ia tirando aos poucos e fechava o restante do zip rapidamente. O volume chega a ficar 5X menor do que o original. Tb fiquei preocupada de não ter o aspirador nos hotéis (mas todos tinham), por isso levei duas malas. Abraços pra vc.

  8. Luciana Novellino disse:

    Sut-Mie | Viajando com Pimpolhos18 de outubro de 2012 23:57
    Mas que neném fofa!! Muito bacana a viagem de vcs! Adorei o post, super detalhado!
    Já vi que são dos nossos! Tomara que façam muitas e muitas viagens!
    Bjs
    @viagempimpolhos

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