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Gorduras Essenciais: o alimento para o cérebro do seu filho

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gorduras essenciais

Há uma nova ditadura, digo, cultura avessa ao uso de gorduras que, associada à falta de conhecimento sobre as fontes boas de gorduras, vem causando uma redução alarmante desses nutrientes na dieta. Se pensarmos que o peso seco do cérebro e do tecido nervoso tem 80% de gorduras, poderemos calcular que consequências podem ter essa carência nutricional.  Os neurônios são excelentes condutores porque possuem bainha de mielina, que é um tipo de gordura. As membranas de todas as células e todas as organelas são feitas de gordura.

Vitaminas A, D, E e K são gorduras

Por outro lado, a gordura é um dos maiores problemas da humanidade moderna e sedentária. Os laticínios e seus substitutos  hidrogenados de origem animal são hoje os maiores itens de consumo nos países desenvolvidos e os que mais estão relacionados às doenças cardiovasculares. Vão se acumulando lentamente na parede dos vasos, levando a obstruções que resultarão em infartos e derrames.

Estudos mostram que as gorduras de origem animal fazem mal, mas seus substitutos hidrogenados – as gorduras saturadas – são os que tem maior poder de adesão e permanência nas paredes dos vasos sanguíneos. 

Onde elas estão? Nas margarinas (inclusive nas lights, nas aprovadas pela Sociedade tal, tal, tal) e em praticamente todos os alimentos industrializados. Elas dão gosto e aquele toque crocante às batatas fritas, salgadinhos, sorvetes, chips, temperos prontos, biscoitos recheados, macarrão instantâneo… É triste perceber que as crianças são justamente o principais consumidores-alvo.

O Comitê de Nutrição da Academia Americana de Pediatria e o Comitê de Nutrição da Associação Americana de Cardiologia concordam que não deve haver restrição de gordura e colesterol durante os dois primeiros anos de vida, uma vez que são importantes para mielinização. Para as crianças entre 1 e 2 anos com obesidade, pode-se considerar o uso de leite com baixo teor de gorduras, sob supervisão, para evitar deficiências nutricionais e déficit de crescimento.

Ácido graxo de cadeia curta, longa, média;  ômega 3, 6, 9; gordura saturada… socorro!!!! O que é o quê?

A preocupação quanto a ingestão das gorduras deverá ser não somente com a quantidade como também com a qualidade.

tipos ácidos graxos, ômega 3, 6, 9 e DHA

As enzimas do fígado (dessaturases hepáticas) não são capazes de realizar uma dupla ligação entre os carbonos ômega-3 e 4 nem entre os carbonos ômega-6 e 7. Por esta razão os ácidos graxos com tais insaturações obrigatoriamente devem ser fornecidos pela alimentação e são conhecidos como essenciais (ácido linoleico ômega-6 e ácido alfalinolênico ômega-3).

Os óleos vegetais comestíveis são ricos em ácido graxo linoleico (ômega-6), mas o ácido graxo alfalinolênico (ômega-3) encontra-se principalmente  nas sementes (linhaça, nozes, amêndoas).

DHA: ácidos graxos presentes no leite materno

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=> Confira também nosso post “Manteiga é melhor que margarina – minha avó sempre soube!”

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Qual a reação dessas gorduras essenciais com o sistema imunológico?

Os ácidos graxos essenciais (ácido linoleico ômega-6 e ácido alfalinolênico ômega-3) são precursores dos ácidos graxos poli-insaturados de cadeia muito longa, como os ácidos eicosapentaenóico, docosahexaenóico e araquidônico. Estes desempenham funções importantes no organismo, como a síntese de eicosanóides que estão envolvidos diretamente no sistemaimune e nas respostas inflamatórias.

Omega 3 e a imunidade

O balanço na ingestão destes ácidos graxos, e consequentemente a incorporação destes elementos na membrana das células imunes, é importante para determinar a severidade do processo inflamatório.

Se pensarmos que o peso seco do cérebro e do tecido nervoso tem 80% de gorduras, poderemos calcular que consequências podem ter essa carência nutricional. 

Mas, afinal, que gordura devo usar para cozinhar para o meu filho?

gorduras

Outras fontes de gorduras boas:

alimentos fontes boas de gorduras

 

[alert style=”warning”] Cuidado com a obsessão pelo baixo consumo de gordura! [/alert]

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=> Confira também nosso post “Manteiga é melhor que margarina – minha avó sempre soube!”

=> Aprenda mais sobre o papel das gorduras boas na imunidade de crianças e bebês aqui na nossa Série Imunidade.

Carla Torres

Médica (Universidade Federal Fluminense – 2004) e mãe. Atua nas duas funções em tempo quase integral e é apaixonada pelo que faz.

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