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Imunidade (parte 2) – 07 hábitos para fortalecer a saúde das crianças

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Depois de entendermos melhor como funciona a imunidade de bebês e crianças, vimos que trata-se de um sistema complexo, relacionado não somente ao que ingerimos, mas a tudo que nos cerca. Então, nesse post da Série Imunidade, vamos conhecer 07 hábitos capazes de fortalecer o sistema imunológico dos pequeninos.

01 – Dê valor ao astro Rei, o Sol

Sol

A vitamina D é responsável por uma enormidade de funções no corpo humano.  Essencial para a calcificação dos ossos e crescimento infantil, além, é claro, da imunidade.

Nosso corpo produz vitamina D em sua forma ativa através de várias etapas de metabolização, que passam pela pele, fígado e rim. vitamina DPor isso, é recomendada a exposição direta da pele à luz solar a partir da 2ª semana de vida, mas sempre com muito cuidado para evitar queimaduras solares, sendo suficiente a quota semanal de 30 minutos com a criança usando apenas fraldas (6 a 8 minutos/dia, 3 vezes/semana), ou de 2 horas/semana em exposição parcial (17 minutos/dia) com exposição apenas da face e mãos da criança, pela manhã ou tarde.

A gema do ovo também é rica em vitamina D

2. Sono reparador

© 2012 Ana Andrade Fotografia

Há relação direta entre privação do sono e diminuição da capacidade do sistema imunológico. E para piorar, os efeitos da falta do sono adequado podem se manifestar muito mais tarde.

Isso foi mostrado em estudos. Além disso, o sono adequado é essencial para o crescimento, visto que o hormônio do crescimento é liberado durante o sono,  e reparo dos tecidos lesionados.

Confira nossa receita de shake relaxante para bebês e crianças.

3. Emergência, só em caso de emergência!


emergencia-medicaEvite levar seu filho para atendimento em Pronto-Socorro, pois estará expondo seu filho a riscos de adquirir infecções mais graves de outros pacientes. A não ser que seja verdadeiramente uma emergência (ex: dificuldade de respirar), opte sempre por levá-lo para consulta fora do ambiente hospitalar, de preferência com o médico que já o acompanha ou outro de sua confiança. O pediatra do seu filho conhece o histórico dele e é a pessoa mais indicada para acompanhar seu filho e avaliar o tratamento necessário.

Cautela com Antibióticoscuidado

Os antibióticos não agem apenas nas bactérias que causam a doença, acabam afetando também as boas, que são importantes para a saúde (como toda a flora intestinal).

Além do fato de que o uso rotineiro de antibióticos, ou de forma irregular (por exemplo: o médico indica usar 10 dias e o responsável suspende após o terceiro dia de uso) seleciona bactérias resistentes: a maioria será morta pelo antibiótico, mas poucas sobrevivem e vão se reproduzir, e a próxima geração será muito mais resistente. Isso já é uma realidade.

antibioticos

4. Nariz potente

nariz potente

A maioria das infecções das crianças é de vias aéreas, por isso, se o nariz funciona bem, a saúde melhora. Além disso, ao passar pelo nariz, o ar é aquecido, umidificado, purificado (pelo contato com os cílios e pelo contato com os inúmeros fatores de proteção das células especializadas que compõem a mucosa nasal) e passa pela garganta e chega aos pulmões de uma forma muito mais preparada para oferecer o oxigênio que o corpo precisa. O mesmo não ocorre quando se respira pela boca.

Para evitar e tratar as famosas “ites” (sinusites, rinites, laringites, faringites…), adote o hábito diário de lavagem nasal com solução fisiológica, mesmo quando não há infecção.

Se o clima estiver muito seco, ou frio ou se a criança estiver com alguma infecção de vias aéreas, essa higiene deve ser intensificada. Para os pequenos é indicado usar a seringa de insulina (sem agulha!) e amornar um pouquinho o soro antes de aplicar (sempre teste para conferir se não está quente demais).

Obs: se seu filho respira pela boca, ele precisa ser avaliado e tratado por um médico otorrinolaringologista.

Confira nosso post sobre 6 motivos para usar soro fisiológico nas narinas das crianças

Confira nosso post sobre rinite x resfriado.

5. Vacinas em dia

tabela vacinacao

A descoberta das vacinas está entre os maiores feitos da medicina. Felizmente nosso calendário vacinal na rede pública evoluiu muito nos últimos anos e todas as nossas crianças tem condições de serem protegidas contra doenças gravíssimas, como é o caso da coqueluche, caxumba e paralisia infantil.

Já baixou nosso ebook de vacinas? Está cheio de dicas importantes!

Esteja atento às datas de vacinação. É muito importante que sejam feitas na época adequada (confira aqui o calendário). Outra coisa importante é vacinar as pessoas que tem mais contato com as crianças, pois alguns desses vírus e bactérias podem infectar adultos de uma forma branda (como é o caso da coqueluche e algumas cepas de meningococo), com poucos ou até mesmo nenhum sintoma, mas o suficiente para contaminar um bebê, por exemplo.

6. Atividade física regular

atividade-fisica

Criança tem que correr, pular, se empoleirar, brincar de pega, etc. Ela tem que brincar para cansar seus corpinhos, pois isso é essencial para a formação e desenvolvimento do seu sistema neuromotor. Além disso, a atividade física de modo regular e não exaustivo, é fortemente associada ao aumento das defesas do organismo. Vários estudos reforçam que o exercício físico moderado aumenta a imunidade e reduz a duração e quantidade de infecções.

Se onde você mora não há espaço suficiente para a criança se exercitar frequentemente, inclua uma atividade física regular (natação, capoeira…) na rotina do pequeno.

Para serem consideradas fisicamente ativas, as crianças precisam praticar pelo menos 60 minutos/dia de exercícios físicos.

7 . Xô Muvuca!

xô muvuca

Por que no frio as crianças ficam mais doentes? Tem algumas teorias: o frio diminui os batimentos dos cílios das células que ficam no nariz com a função de expulsar os vírus e bactérias invasores para fora do organismo.

 

Para aquecer, tendemos a ficar em ambientes menos arejados, aumentando o contato com esses invasores. O frio também é um fator para desencadear processos alérgicos e inflamatórios, como a rinite e a asma, deixando o organismo ainda mais vulnerável a infecções.

Portanto, evite frequentar locais com grande quantidade de pessoas com o seu filho. Quem já não ouviu (ou vivenciou) a necessidade de precisar tirar uma criança da escolinha ou creche devido às inúmeras vezes que o pequeno adoeceu? Por isso, quando for escolher onde seu pequeno vai estudar, leve em consideração a quantidade de alunos por turma e o ambiente onde as crianças ficam a maior parte do tempo, privilegiando locais mais arejados. Como foi dito anteriormente, pelo uso disseminado de antibióticos, essas bactérias que circulam geralmente são mais resistentes do que costumavam ser no passado, podendo elevar a gravidade dessas infecções.

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Você perdeu o post 1 – Desvendando a imunidade de bebês e crianças? Clique aqui para ler. E não perca o próximo post da série imunidade, onde damos dicas de 6 nutrientes que vão aumentar a imunidade do seu filho!

Confira a programação completa da nossa série

Tem dúvidas ou sugestões? Escreve nos comentários!

Carla Torres

Médica (Universidade Federal Fluminense – 2004) e mãe. Atua nas duas funções em tempo quase integral e é apaixonada pelo que faz.

2 respostas para “Imunidade (parte 2) – 07 hábitos para fortalecer a saúde das crianças”

  1. […] nasal frequente para prevenir infecções das vias aéreas superiores como a sinusite foi um dos 7 hábitos para fortalecer a saúde do seu filho abordados na nossa série sobre […]

  2. […] série vamos ensinar o que é afinal de contas a imunidade e dar 13 dicas de  hábitos e nutrientes capazes de aumentar a imunidade do seu […]

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