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Introdução Alimentar – o bebê está pronto?

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Introdução Alimentar

O bebê não é um adulto em miniatura, ele é um ser ainda em desenvolvimento. Ao nascer, os processos fisiológicos de seu pequeno corpinho ainda são imaturos. Seu sistema digestivo só está preparado para receber o leite materno. Conhecer as fases de desenvolvimento do seu bebê são importantes para o sucesso da introdução alimentar além do leite.

A nutrição adequada nos primeiros anos de vida irá repercutir em toda a vida e saúde do indivíduo. A criança pequena, devido a sua acentuada velocidade de crescimento, representa um dos grupos mais vulneráveis a erros e deficiências da alimentação, sobretudo durante o período do desmame e na vigência de processos infecciosos.

cereal caseiro

cereal caseiro

Creme de arroz bom-bocado. Feito com arroz integral. A primeira papinha do bebê.

Marcos do desenvolvimento e maturação fisiológica do processo de alimentação do bebê

O sistema digestório e renal da criança pequena são imaturos, o que limita a sua habilidade em manejar alguns componentes de alimentos diferentes do leite humano.

Devido à alta permeabilidade do tubo digestivo, a criança pequena corre o risco de apresentar reações de hipersensibilidade a proteínas estranhas à espécie humana (por exemplo: alergia a proteína do leite de vaca).

O rim imaturo, por sua vez, não tem a necessária capacidade de concentrar a urina para eliminar altas concentrações de solutos provenientes de alguns alimentos.

Marcos do desenvolvimento digestivo

  • 4 meses – O bebê atinge um estágio onde consegue iniciar a diversificação alimentar. Por volta desta idade o bebê ganha uma maior estabilidade maxilar e do pescoço e o padrão primitivo de sucção começa a modificar-se.
  • Entre 5 e 8 meses – O bebê desenvolve a capacidade de mastigação devendo esse processo ser estimulado de modo a facilitar a integração na alimentação familiar.
  • 12 meses – O bebê alcança a maturação completa dos processos digestivos e de absorção por volta dos 12 meses de idade.

panqueca comendo

Comendo panqueca fofinha de banana veja a receita aqui

Aos 12 meses os movimentos já são bem  coordenados e o bebê consegue comer sozinho 🙂

Regras gerais da introdução de alimentação

A introdução de alimentos complementares idealmente deve seguir o seguinte esquema:

  • Até o sexto mês – Apenas leite materno (ou fórmula infantil  para menores de 6 meses, quando o aleitamento for inviável);
  • Após sexto mês – Continuar com o leite materno (ou fórmula) e introduzir papa de frutas e a primeira papa principal como almoço ou jantar;
  • Do sétimo ao oitavo mês – Introdução da segunda papa principal como almoço ou jantar;
  • Do nono ao 11º mês – passar gradativamente para a mesma consistência da refeição da família;
  • A partir do 12º mês, oferecer a comida da família, tentando-se ajustes para menor consumo de alimentos industrializados. Manter aleitamento.

Pontos importantes

  • Com o crescimento acelerado do primeiro ano de vida, os requerimentos de ferro e zinco aumentam muito além do que o leite materno costuma oferecer. Cerca de 50 a 70% do zinco, assim como 70 a 80% do ferro, deverá vir de fontes complementares por meio da alimentação. Principalmente das carnes. Lembre-se: este ritmo acelerado de crescimento deixa os bebês muito suscetíveis a anemia, que pode causar danos graves.
  • Há um período crítico para a introdução de sólidos na alimentação do lactente. Se a sua introdução não ocorrer até aos 10 meses, aumentará o risco de dificuldades na alimentação com impacto negativo nos hábitos dietéticos em idades posteriores.
  • Dos 6 aos 11 meses, a criança amamentada estará recebendo três refeições com alimentos complementares ao dia (duas papas principais e uma de frutas). A criança que não estiver em aleitamento materno corre maior risco nutricional, portanto é recomendado que receba com maior frequência alimentos complementares, com cinco refeições (duas papas principais e três de leite, além das frutas).
  • É importante oferecer água potável a partir da introdução da alimentação complementar porque os alimentos dados ao lactente apresentam maior quantidade de proteínas por grama e maior quantidade de sais, o que causa sobrecarga de solutos para os rins, que deve ser compensada pela maior oferta de água.
    water

    Porque beber água é bom! Veja os 7 motivos comprovados pela ciência.

http://www.sbp.com.br/pdfs/14617a-PDManualNutrologia-Alimentacao.pdf

http://www.spp.pt/UserFiles/file/Protocolos/Alimentacao_Nutricao_Lactente.pdf

Carla Torres

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