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Lidar com seus sentimentos é um enorme desafio para a criança

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Estudos científicos têm mostrado que o desenvolvimento emocional começa logo no início da vida, que é um aspecto crítico no desenvolvimento da arquitetura cerebral como um todo, e que tem consequências enormes ao longo da vida.

A base das habilidades sociais que são desenvolvidas nos primeiros 5 anos de vida são relacionadas ao bem estar emocional e mais tarde afetam a capacidade da criança se adaptar na escola e de fazer relacionamentos saudáveis ao longo da vida.

Durante a vida adulta, essas mesmas habilidades sociais serão essenciais para a formação de amizades duradouras e relacionamentos profundos, para viver a maternidade/paternidade com plenitude, para que o indivíduo seja capaz de se manter num emprego e de trabalhar bem com outras pessoas, e de se tornar um cidadão útil para a comunidade.

Dessa forma, é essencial que os sentimentos das crianças recebam a mesma atenção que o desenvolvimento de sua inteligência.

Na verdade, controlar suas emoções é mais difícil para algumas crianças do que aprender a contar ou ler e pode, em alguns casos, ser um sinal de alerta precoce de problemas psicológicos futuros, é o que diz o artigo publicado no site “Center on the Developing Child”, da universidade de Harvard.

Os fatores principais do desenvolvimento emocional incluem:

  1. habilidade de identificar e entender seus próprios sentimentos
  2. entender o estado emocional dos outros
  3. conseguir lidar com emoções fortes
  4. conseguir controlar seu comportamento
  5. desenvolver empatia por outros
  6. conseguir se relacionar com outras pessoas por longos períodos

A emoção é “ligada” a várias regiões do sistema nervoso central. As experiências emocionais dos recém-nascidos e bebês pequenos acontecem durante os períodos de interação com o cuidador (como na alimentação, colo). Bebês mostram estresse e choram quando estão com fome, frio, quando estão molhados ou desconfortáveis, e experimentam emoções positivas quando são alimentados, trocados e cuidados.

Os estados emocionais de crianças maiores de 2 anos são muito mais complexos, porque dependem da capacidade da criança interpretar sua própria experiência e entender o que os outros estão fazendo e pensando. A capacidade de controlar seus sentimentos é uma das tarefas mais desafiadoras do começo da infância.

Ao final dos anos pré-escolares, as crianças que adquiriram um base emocional forte têm a capacidade de antecipar, conversar sobre seus sentimentos e os dos outros, conseguindo lidar melhor com as interações sociais. Seu repertório emocional já expandiu dramaticamente e agora incluem orgulho, vergonha, culpa e vergonha. Ao longo dos primeiros anos da infância, a criança progressivamente desenvolve capacidades de usar a linguagem para comunicar seus sentimentos e para receber ajuda sem “espernear”, e de inibir a expressão de sentimentos quando o momento não for apropriado.

Quando uma pessoa não administra bem seus sentimentos, o raciocínio pode ser prejudicado. Estudos recentes mostram que os circuitos cerebrais envolvidos na regulação das emoções interagem bastante com as áreas associadas a “funções de execução”, como planejamento, julgamento e de tomada de decisões. Em termos de função cerebral básica, as emoções ajudam as funções de execução quando estão bem reguladas, mas interferem com a atenção e capacidade de tomar decisões quando não estão controladas.

 

Fonte: Children´s Emotional Development is built into the architecture os their brains.

Luciana Novellino

Luciana Novellino

Médica, mãe de dois. Apaixonada pela família e buscando vivenciar a maternidade com alegria, mais leveza e menos cobrança.
Luciana Novellino

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