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Mães de UTI – Um relato emocionante de dor e esperança

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Existe um tempo determinado para todas as coisas…

Quando meu filho mais velho fez 2 anos nasceu o Lucas, um desafio maior. A gravidez dele foi ótima, fizemos uma bela viagem em família pela primeira vez, tudo estava bem, mas uma profecia acompanhou a escolha do seu nome, uma escolha que fizemos, mas ainda estava em segredo. Uma amiga, usada por Deus, sonhou que meu bebê se chamaria Lucas e seria prematuro, mas tudo ficaria bem.

Ok, tudo ficaria bem… Mas não tão rápido! E foi aí que aprendi que o tempo de Deus nada tem a ver com os dias e horas que regem nossas vidas, mas sim com o momento que vivemos, com as emoções que sentimos, com a batalha que enfrentamos, e que temos que vivenciar cada um deles da melhor forma possível, aprender e crescer.

São as outras mães, as “mães de UTI”, que nos dão inspiração diária para continuar a jornada, mães que se comunicam apenas com olhares e sorrisos, que falam alto no meio daquele silêncio ensurdecedor da UTI. Um olhar que diz “eu te entendo”, um sorriso que diz “vamos vencer”, valem como um abraço do seu mais sincero e velho amigo.

 

Assim começa essa história, que também é a história de muitas outras mães, que compartilham dos mesmos sentimentos relatados a seguir.

 

tempo para todas as coisas

Tempo de calar…

Final de gravidez a gente só pensa em lembrancinhas de maternidade, quadro para a porta de maternidade, mala, e o principal: ver o bebê na ultra 3D! E comigo não foi diferente, mesmo sendo a segunda gravidez, um belo dia de sol saí de casa bem feliz para a ultra que mostraria o rostinho do meu bebê!IMG_8929

Mas logo a alegria deu lugar a uma preocupação: seu rim estava dilatado e a partir daí todas as semanas acompanhávamos a evolução desse problema. Cada semana eu me especializava mais em nefrologia neonatal, na universidade Google! Tinha uma planilha com os principais parâmetros de desenvolvimento dele e acompanhava tudo junto com os médicos. Até que com 32 semanas meu bebê parou de crescer e se desenvolver. Isso sim era bem sério! A partir daí eu precisava monitorar seus movimentos e seu pequeno coração para garantir que tudo ainda estava bem com ele até o limite possível, pois como dizem, cada dia a menos na barriga equivalem a 3 dias de UTI (unidade de tratamento intensivo).

Esse dia chegou de uma hora para outra, quando o líquido amniótico diminuiu, com 35 semanas. Eu não daria à luz propriamente dito, teria que interromper a gravidez para evitar seu sofrimento… ele seria arrancado do meu ventre, pois não recebia mais de mim o que precisava para desenvolver-se. Ao mesmo tempo, ainda não estava preparado para o mundo…eu contava então com os cuidados de Deus, e assim ocorreu.

Eu não daria à luz propriamente dito, teria que interromper a gravidez para evitar seu sofrimento… ele seria arrancado do meu ventre, pois não recebia mais de mim o que precisava para desenvolver-se.

Quando temos um problema que exige a interrupção da gravidez antes do previsto não chegamos na maternidade comemorando, chegamos tensas, com medo. Tudo fica cinza. Antes de ter um prematuro eu achava que o maior problema era encontrar roupinhas tão pequeninas e um pequeno atraso no desenvolvimento no primeiro ano de vida, mas logo descobri que isso não era nada, tem muitos riscos reais associados à prematuridade, logo ao nascer e durante os primeiros anos de vida também. Mas ainda assim, a maior preocupação de uma mãe nessas horas é a UTI! A pergunta que não quer calar o tempo todo é “meu bebê vai ficar na UTI?”. Perguntava isso para o médico antes do parto, durante o parto e depois do parto.

Tempo de nascer…

Os médicos me prepararam para a grande probabilidade do meu bebê ir para a UTI por causa do peso e que eu não deveria estranhar se ele não chorasse ao nascer. Na hora que meu filho nasceu um choro forte rompeu antes mesmo que seus pés tivessem saído da minha barriga, chorei muito, de emoção sim, mas um pranto de alívio. Só pensava: “Obrigada Deus!”

Ele nasceu exatamente com 10 gramas a mais do peso que era critério para ir para a UTI direto (2,1 kg), motivo de comemoração para todos na sala de parto “vamos examiná-lo, mas ele não vai precisar ir direto para a UTI”, disse o pediatra, com um sorriso no rosto. Em seguida, disse: “segura seu filho, mas tem que ser rápido porque precisamos examiná-lo e aquecê-lo para não ter hipotermia”Eu o segurei por um segundo, junto com o pediatra, que nem o soltou em meu colo, mas durante aquele segundo infinito eu escaneei cada detalhe do seu rosto, e notei que ele não tinha aquela aparência de prematuro, com as bochechas murchas (também fui preparada para esperar isso), era proporcional e perfeito e pensei: “Ele é um bonequinho! Como o “Meu bebê” que eu tinha quando criança, meu bonequinho perfeito!”.

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Momento do parto: alívio e amor à primeira vista!

Tempo de guerra…

Depois de algum tempo que eu estava no quarto e ele monitorado na enfermaria, recebi um telefonema dizendo que meu filho tinha sido removido para a UTI, pois estava com dificuldade para respirar. Como assim? Eu não autorizei, não o vi, não o abracei ainda!

Como previsto, ele passou 9 dias na UTI, seu pulmão não tinha amadurecido e precisou de ajuda para respirar. Teve que amadurecer na incubadora e aprender tudo que é tão natural: respirar, sugar, mamar, digerir, evacuar, urinar…em 9 longos e intermináveis dias. Parece pouco, mas tente imaginar o turbilhão de sentimentos e emoções que uma pessoa sentiria se estivesse andando em uma montanha russa por 9 dias inteiros! Era assim que eu me sentia.

Tive que esperar a noite inteira angustiada, sem uma explicação ou informação sobre meu filho, até às 10h da manhã do dia seguinte, o horário de visita da UTI. Meu resguardo acabou nesse momento. Senti muitas dores da cirurgia, mas nada se comparava à dor que senti ao entrar ali na UTI e ver meu bebê nu dentro da incubadora, conectado a diversos fios e agora sim, com a bochechinha murcha, típica dos prematuros.

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Nosso primeiro encontro na UTI – a primeira descida na montanha russa

Tempo de afastar…

Quando o bebê vai para a UTI, não temos visitas no hospital nem em casa, as pessoas respeitam esse momento delicado e te dão espaço, mas não imaginam como precisamos de companhia para nos distrair e do apoio de quem amamos. Quase nenhuma lembrancinha foi distribuída, não teve festa no quarto da maternidade, fotos, nada. Tudo tão diferente da primeira vez.

Depois do momento do parto nunca mais pude pegá-lo em meus braços…só então percebi o quanto isso é necessário…é instintivo, é animal, natural e não fazê-lo vai dando um desespero na gente. Nunca vou me esquecer de quando a médica me perguntou se eu queria segurá-lo…eu chorei copiosamente, como se tivessem tomado minha vida e depois me devolvido de volta. Só que quando vi que ele ganhou um acesso venoso na cabecinha porque havia perdido o acesso do braço devido à manipulação para retirá-lo da incubadora, não quis mais pegá-lo. Doía mais em mim do que nele.

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Primeira vez no colo e dando a chuquinha – muitas lágrimas e emoção

Tentava tocar suas mãozinhas tão pequeninas, mas ele se assustava muito, então eu evitava tocá-lo. Com 5 dias de nascido meu bebezinho ainda não tinha recebido meu toque, afeto nenhum.  Até que percebi que eu podia cantar, e que ele se acalmava com o som da minha voz, então passava os dias ao seu lado cantando. Tirava fotos de cada expressão e filmava seus discretos movimentos…porque é isso que mãe faz com seu recém nascido, não é?!

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Sendo tocado pelo papai. Prematuro é muito sensível e se assusta com o toque

Tempo de chorar…

Os dias eram angustiantes, como dizem os médicos, cada dia na UTI é diferente, uma verdadeira montanha russa: um dia há uma evolução no bebê e outro uma métrica negativa. É difícil controlar as emoções nesse contexto, elas vão seguindo o mesmo curso: altos, quedas bruscas, curvas repentinas. Em um primeiro momento sentimos um medo absurdo, a palavra UTI traz sempre uma conotação de gravidade e risco de morte. Depois que vemos todo o monitoramento e controle que lá existe, nos sentimos mais tranquilas, mas ao mesmo tempo impotentes. Buscando algum conforto, passamos a entender todas as funções daqueles aparelhos e as métricas que demonstram a evolução do bebê, para tentar ter a ideia de que existe algum controle da situação, mas logo vemos que não temos!

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Tantos aparelhos, fios, faixas…nem dava para saber direito como era seu rostinho

Mas nada disso se comparava ao que viria: ter que sair do hospital sem meu filho nos braços foi o pior sentimento que já tive, foi mais profundo que tristeza, foi sentimento de perda, de falta de controle, de vazio…sentia meu ventre vazio, meus braços vazios…Naquele momento achei que tivesse vivido o pior momento da minha vida…até chegar em casa e ter que entrar por aquela porta sem ele nos braços…não foi assim que imaginei…e a dor do vazio continuava: ver o berço vazio, as roupas que não serviam nele guardadas e o quarto vazio…fui para o banheiro e chorei, não queria que meu outro filho me visse triste, e muitas vezes a cena se repetiu. Meu filho mais velho perguntava: “cadê o neném?”.

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Ter que andar pela casa e fingir que estava tudo bem, ter que me alimentar sem vontade para ter leite, todas as tarefas comuns do dia a dia eram difíceis demais. E na hora de dormir? Era eu sozinha com meus pensamentos, dores e angustias, imaginando como estava meu bebezinho lá, quem estava cuidando dele, se ele estava chorando, com frio, com fome…com saudade de mim…o som daqueles aparelhos embalavam o sono dele dia e noite, não mais a minha voz.

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Os poucos momentos que não estava no hospital, tinha que tirar leite com a bomba para não secar, e tinha que jogar fora, já que aquele leite não acompanharia o estágio de amadurecimento dele quando chegasse em casa. A natureza é tão perfeita que o leite da mãe de prematuro é feito para ele mesmo, com nutrientes que ele precisa para amadurecer mais rápido.

Sair do hospital sem meu filho nos braços foi o pior sentimento que já tive…até chegar em casa e ter que entrar por aquela porta sem ele nos braços e ver o berço vazio, as roupas que não serviam nele guardadas e o quarto vazio…fui para o banheiro e chorei.

Tempo de odiar…

Mas como precisamos extravasar e achar “culpados” para nossa dor, em alguns momentos essa tristeza vira ondas de raiva. Raiva dos médicos que determinam o que será feito com os nossos filhos, tomando de nós esse poder; raiva do hospital que nos afasta do bebê, com todos aqueles horários e protocolos; raiva da enfermeira, que pediu para nos retirarmos nos momentos complicados, do resultado do exame que não ficou pronto imediatamente; raiva de mim mesmo, por ter medo de sair dali com meu filho e tê-lo sob meus cuidados exclusivos, sem monitores conectados a ele…raiva, insegurança, tristeza, dor…montanha russa de emoções.

Eu não sabia como era seu rostinho direito, com todos aqueles fios…nem se ele chorava muito, se era esfomeado, se dormia bem…não sabia nada que todas as mães sabem sobre seu bebê recém nascido.

Tudo isso é vivenciado em um contexto onde a pessoa deveria estar de resguardo, hormônios a toda, mas não podemos nem deitar; deveria estar amamentando na paz do seu quarto, mas vive no lactário, cercada de regras e pessoas estranhas, extraindo o leite com uma máquina, leite que não quer sair, em meio a todo estresse e preocupação.

Tempo de paz…

Todas essas emoções duram apenas um momento, até olharmos para a incubadora ao lado e vermos um ser ainda menor do que o nosso bebê, e ali do outro lado da sala vemos uma mãe exausta, adormecida na poltrona, que tem seu filho enfermo ou prematuro extremo, ou as duas coisas, que não tem perspectiva de deixar aquele lugar tão cedo, mas que aprendeu a amar aqueles que cuidam do seu filho e a sorrir para as mães que estão dando só uma voltinha nessa montanha russa.

Quando vemos aquelas mães que saem com as mãos vazias, mas com o coração em paz por saberem que foi feito tudo que a ciência permitia para salvar seu bebê, embora não haja consolo para isso, então nos sentimos abençoadas, cuidadas, em paz.

Não precisamos de muita coisa nesse momento, às vezes uma explicação paciente e sincera, em uma linguagem clara sobre o estado de saúde do nosso bebê é tudo que precisamos que os médicos façam. Um cuidado carinhoso das enfermeiras acalma nossos corações na madrugada, quando, mesmo em casa, acordamos ouvindo o som do choro do nosso bebê, querendo sair correndo para ficar ao seu lado.

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Enfermeira cuidando do bebê na UTI. Elas ensinavam para as mães tudo sobre a rotina deles ali

 Tempo de abraçar…

O hospital que fiquei, a Perinatal Barra, tinha sala de repouso visando proporcionar algum conforto para os pais, com geladeira e TV, mas é lá dentro da UTI, lá no lactário que encontramos conforto umas nas outras. Muitas vezes as lágrimas pingam mais do que o leite dos seios. São as outras mães, as “mães de UTI”, que nos dão inspiração diária para continuar a jornada, mães que se comunicam apenas com olhares e sorrisos, que falam alto no meio daquele silêncio ensurdecedor da UTI. Um olhar que diz “eu te entendo”, um sorriso que diz “vamos vencer”, valem como um abraço do seus mais sincero e velho amigo. Mães que sabem identificar o choro do seu bebê dentre dezenas que ali estão.

Amigas? Não…nem mesmo sabemos seus nomes, são apenas e orgulhosamente conhecidas como a “mãe do Lucas”, “mãe do Eron”, “mãe da Helena”… Todas juntas na montanha russa, compartilhando do mesmo sentimento de derrota a cada dia, quando chega a hora de ir embora e deixar os bebês lá. Todas que acordam igualmente ansiosas para entrar na UTI assim que as portas abrem e querem saber como foi a noite de seu filho; todas ansiosas depois da ronda médica esperando ouvir a notícia de que seu filho terá alta.

É lá dentro da UTI, lá no lactário que encontramos conforto umas nas outras. Muitas vezes as lágrimas pingam mais do que o leite dos seios.

Mas é Deus mesmo que nos sustenta, e usa as pessoas que estão ao nosso lado na montanha russa para nos dar força. E precisamos de várias pessoas, são aqueles que te dão a mão na hora da decida na montanha russa: quem está ao seu lado no hospital, que “vigia” o bebê para você sair para comer ou tirar leite, daquele que te leva e traz várias vezes por dia ao hospital, do que te abraça quando você chora, mas também daqueles que estão em casa, cuidando de tudo para que você possa se dedicar ao bebê na UTI, inclusive lavando as roupinhas que precisamos levar e trazer, cozinhando e enviando lanchinhos cheios de carinho.

Tempo de rir…

Ninguém sabe a dor de ter seu bebê da UTI, só quem já passou por isso, mas também ninguém sabe a alegria de sair com ele dali! O dia da alta é um dia alegre para nós e para as mães que nos acompanham, é dia de vitória, dia de vida. O dia que meu bebê saiu da UTI foi como se ele tivesse nascido naquele dia, tamanha alegria.

No bebê conforto, deixando o hospital

No bebê conforto, deixando o hospital

Quando pisei na porta do hospital com meu pequenino dos braços parecia que eu estava subindo num pódio, era a nossa vitória particular, nossa vida que iria começar, um amor que finalmente poderíamos vivenciar, eu e ele, sem fios nem protocolos interferindo, agora sim, eu tinha de volta a maternidade que me “tiraram”.

Lucas no colo, em casa!

No colinho, em casa – dia de alegria!

Parece que esses dias nunca irão terminar, que nunca teremos uma vida normal, mas um dia a montanha russa para pra gente descer.

Finalmente, chegou o tempo de amarAcredite, confie em Deus, esse tempo sempre chega! A prova está aí:

 

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Seis meses de amor e alegria

 

festa de 1 ano

Tempo de rir muito: celebrando 1 ano de vitória

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Se você conhece alguém que esteja passando por essa situação, compartilhe esse relato. Mas se você mesmo foi uma mãe de UTI, compartilhe conosco a sua história e ajude a dar esperança a todas aquelas que estão andando nessa montanha russa de emoções.

Karla Lepetitgaland

Karla Lepetitgaland

Administradora, mãe de dois. Aprendeu, com a maternidade, que tudo tem seu tempo. Busca praticidade em tudo que a rodeia, assim sobra mais tempo para fazer o que mais ama: ficar com seus filhinhos.
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39 respostas para “Mães de UTI – Um relato emocionante de dor e esperança”

  1. Sunamita disse:

    Sou mãe de uma bebê prematura, ela agora está com 4 meses nasceu de 7 com 900 gramas.
    Gostaria de saber se bebês que foram entubados costumam ficar muito e babar?

  2. Tamara Cristina disse:

    Olá me chamo Tamara Cristina, tenho 23 anos !
    Dia 12 de Setembro de 2017 fui internada ao hospital próximo ao meu bairro perdendo líquido da bolsa com apenas 28 semanas de gestação, fiquei internada durante 6 dias perdendo água, batendo ultrassom, tomando injeções para fortalecer o pulmão do meu bebe, pois eles queriam tentar me segurar até à 32 semanas de gestação pois o bebe ainda era muito novo.
    Domingo dia 17 de Setembro de 2017 bati uma ultrassom as 09:00 da manhã e ali o médico me dizia que não havia mais água nenhuma para sustentar o bebe, subi para o quarto e comecei e me desesperar pois como meu filho iria sobreviver sem o líquido amniótico, eu chorava enquanto minha mãe tinha ido atrás de um médico para saber o que realmente estava acontecendo, depois de uns minutos apareceu o médico dizendo que as 16:00 daquele mesmo dia eu iria fazer uma cesariana. Me senti nervosa ao mesmo tempo assustada pois minha mãe me teve aos 15 anos, e também nasci aos 06 meses de gestação, dia 18 de Setembro era o meu aniversário e estava se repetindo ali novamente o nascimento de uma criança prematura!
    Desci as 16:00 para fazer os procedimentos para a cesariana, entrei para a sala já era mais das 18:00, Pedro nasceu as 18:54 com um choro fora do comum pra uma criança prematura, não vi meu filho, só segurei a mão da minha mãe e chorei mas confiei na lágrima que caiu do rosto dela quando ela disse nasceu !
    Fiquei duas horas na observação no corredor do hospital, subi para o quarto e no outro dia após 12 horas eu fui ver o meu guerreiro, Pedro Lucas, nasceu com 1065, 35 cm. . Eu não consegui ver o rosto do meu filho pois como ele havia chorado muito ele forçou demais o pulmão, ficou com aparelhos na boca para oxigénio, e uma venda com uma touca que cubria todo seu rosto.. eu nao posso pegar ele no colo devido aos aparelhos, mas sinto ele com minhas maos, meu filho está ainda na UTI hoje se completa 1 semana de nascido, e espero que de hoje em diante só tenhamos boas notícias para que logo ele possa sair dali . Amei ler esse texto pois deus é maravilhoso nas nossas vidas !

  3. JoyceDMatta disse:

    Estou a 8 meses internada com minha princesa Alice na uti,saiu do cti ontem graças a Deus ! E duro e difícil mas nos regenera nos renova e nos fortalece não vejo a hora dela sair do hospital . Acredito que irei chorar de tanta alegria

    • Carla Torres disse:

      Toda sorte para vocês. Passei pela UTI com meus dois filhos. Sei como é sofrido, mas o dia que eles saem, é um dia ainda mais feliz do que o dia em que nascem. É tudo de bom. Logo vocês estarão em casa. Fiquem firmes! Abraços.

  4. Vithiane Nascimento Marques disse:

    esses relatos nos deixa Com lagrimas no olhos estou passando vivenciando a luta as vitorias constantes que maes de uti passa meu filho nasceu de 34 semnas com baixo peso e tamanho pequeno para idade gestacional e hoje faz 20 dias que ele esta na UTI neo sao dias dificil para que passa ou ja passou por isso choro clamo oro rodos os dias pela vida do meu pequeno mais sei que ele vai vencer eu creio !

    • Elizabeth Oliveira disse:

      Meu filho, hoje com 7 anos, tb nasceu pre maturo e abaixo do peso, ele chegou a pesar 790 grs. Ficou 53 dias internado até alcançar os 2 kg e aprender a sugar. Foram dias difícies, mas sempre tive muita fé. Tive medo tb. Mas graças a Deus, ele ficou bem. Até um ano e meio teve muitos problemas respiratórios que inspirava cuidados especiais, mas sempre foi muito esperto. Tenha fé converse com ele., cante. Fique com Deus. Tudo vai dar certo

  5. Cilene Rosa disse:

    Muito dificil passar todos esses momentos.Vou contar a história do meu guerreiro Gustavo (Gugu).Foi uma gravidez complicada desde o início, vomitava muito, não conseguia comer direito, tinha muita dor de cabeça mas até aí diziam que era normal de toda gravidez , até que um dia fiquei muito mal fui para o hospital e minha pressao estava muito alta, a partir do do dia 5 de janeiro a minha vida mudaria muito, fiquei internada para tratar a pressão estava com 6 meses de gravidez , depois de dias no hospital foi diagnosticado pré-eclampsia grave, minhas plaquetas estavam baixando,precisei de transfusão de sangue estava muito fraca e foi decidido interromper a gravidez com cesarea de emergencia onde me foi passado que o caso era sério e que um dos dois poderia não se salvar.Fiz a cesárea de emergência no dia 21 de janeiro de 2017 as 17:36 , nasceu meu bebê , não o vi quando nasceu, só o vi depois de dois dias porque estava me recuperando. Ele foi direto para Uti Neonatal , quando o vi pela primeira vez confesso que fiquei assustada , nunca tinha visto um Bebê tão pequeno e com tantos aparelhos , nasceu com 1.085 kg, 36 centímetros , nossa na encubadora com luz azul, sem roupa com aparelhos para respirar,(me emocionou falando disso) , dei alta do hospital e voltei todos os dias seguintes para cuidar dele , ainda dolorida da cesárea, tomando remédios para pressão e anemia, mesmo assim não faltei um dia dos 67 que ele ficou na Uti , era um mundo novo pra mim e se tornou minha rotina onse aprendi a tirar leite na maquininha, aprendi a ver a saturação e a freqüência cardíaca nos aparelhos, começou tomando 1 ml de mama pela sondinha ia aumentando conforme os dias.As técnicas w enfermeiras tiverem um papel muito importante no tempo em que estivemos la aprendi muitas coisas com elas e sou muito grata a todas.Conheci muitas mamães, e cada uma torcia para a outra ir embora logo, vi pessoas chegando e saindo e nós continuando, vi a tristeza de muitos pais porque alguns bebês não resistem, chorava e sentia a mesma dor.Sempre rezando para ele ficar bem e sair de la, estava realmente muito cansada, até que um dia tiraram a sonda e ele começou a tomar mamadeira um progresso , mas ele tinha problemas em respirar ficou quase ate um semana antes com oxigênio, fiquei muito triste pois houve um episódio de gripe a Uti restringiu as visitas , ele que ja estava no berço voltou para incubadora estava em controle de infecção foi bem chocante para mim pois não sabia se era grave ou não. Ficou mais alguns dias na incuba meio que isolado, mas conseguimos foi para o berço , ja tinha peso ,mas com oxigênio , o quê faltava era ele respirar melhor, esperamos mais um tempo até que a saturação se estabilizou sem O2, que felicidade quando recebemos a notícia de alta, muitos sentimentos misturados, os médicos conversaram e me disseram como cuidar dele, evitando algumas coisas. Estamos finalmente em casa , ele esta crescendo esta com 4 meses na idade cronológica é o amor das nossas vidas , muito amados por todos.É o meu príncipe sou grata a toda equipe do hospital desde a minha cesárea, grata a tanta gente além da família que orou e mandou energias positivas para nós.Agradeço antes de tudo a Deus que com certeza quis que eu aprendesse alguma coisa com essa situação, aprendo a ser mais paciente, a ser mais compreensiva , a ter compaixão com as pessoas , aprendi a ter esse amor incondicional que dóis no peito.Obrigada Deus por me fazer ser mãe desse serzinho que ja nasceu lutando e mostrando que é forte o bastante para passar tantas coisas, cada dia aprendo alguma coisa com ele e vai ser assim por toda vida.Meu filho ,minha vida , razão do meu viver, amor além do infinito

  6. Ellen Cristina Oliveira disse:

    Olá,me vi em toda sua história não há como as lágrimas não descerem rsrs eu choro de felicidade também sou “Mãe de UTI” nossa luta foi grande,tive uma terceira gravidez ótima mas no ultimo mês devido a morte de um primo meu que me abalei muito a minha pressão subiu fui internada as pressas com pré-eclampsia e como minha cidade não tem uma boa estrutura fui transferida de uti aérea pra outro estado em um hospital mais equipado lembro que la uma mulher se aproximou de mim e disse que Deus havia mandado ela me da uma palavra em salmos 127 onde cita que “herança do Senhor são os nossos filhos o fruto do teu ventre é o teu galardão” fiquei la meio sem entender o porque dessa palavra mas hoje sei que Deus estava me preparando pra algo mais doloroso e então depois de 09 dias tiveram que fazer a cesariana porque minha pressão não baixava mais fomos pra sala de parto com 36 semanas e a pediatra do lado ja me informando que meu bebê iria pra uti neo mas que se ele chorasse poderia ser que não e então ficamos torcendo e ae meu bebê chorou e foi muito e bem acima do peso e tamanho e então ela ja me informou que ele não iria precisar ir pra uti rsrs eita felicidade ficamos tão feliz e ae como uma semana voltamos pra casa ufaa deu tudo certo ne aparentemente e então quando meu filho estava com 40 dias de vida surgiu uma doença chamada coqueluche mas nos primeiros dias ele foi diagnosticado com erro pela pediatra porém meu instinto de mãe e claro né Deus me fazia sentir que era algo mais sério e então viajamos pra outra cidade e quando chegamos la veio a noticia de que meu bebê estava com essa doença e logo foi internado na unidade grave mas ela dava inúmeras recaídas vários minutos sem respirar,ficava roxo e virava ele pra baixo e batia nas costas dele,teve vezes d’eu sugar o nariz dele pra ele respirar eu tinha mais força que as enfermeiras percebia que elas ficavam nervosas com a situação acho que com medo dele morrer nas mãos delas e então a pediatra preocupada pediu transferência dele pra outro hospital com UTI e enquanto esperávamos a ambulância ele deu uma parada respiratória e a médica me pediu pra sair da sala lembro que sai de la e não enxerguei mais nada definitivamente hoje sei que aquele ditado é certo de que a gente fica sem chão porque foi assim que fiquei não vi nada,chorei muito implorei pra Deus me da a chance de cria-lo e então depois de 08 min sem respirar a médica decidiu entuba-lo e ae começou nossa luta que eu sei que mães de uti sabem como é…foram 30 dias de uti e mais 3 na enfermaria,enfim hoje meu pequeno está preste a completar 02 anos e é uma benção em nossas vidas,somos gratos ao Senhor por ter decido manter ele conosco eu sei que foi uma segunda chance.beijos

  7. Jessica disse:

    Olá sou mãe de UTI também estou com minha bebê que nasceu de 41 semanas na UTI ja faz um mês e 5dias que ela está na UTI no dia 4 de setembro de 2016 as 10:44 da manhã nasceu Alice que por todas as ultrassom ela estava super bem, até que tive ela que assim que foi tirada de dentro de min não ouvi seu choro mas eu sabia que ela não estava mas ali dentro de min só senti um grande aperto em meu coração que dizia que ela nao estava bem, até que derepente apareceu uma moça com minha Alice nos braços e disse mãezinha a Alice vai para UTI precisa ficar lá por algumas horas. Mas ninguém tinha me dito nada eu não sabia oque estava acontecendo com minha bebê até que então ouvi uma enfermeira dizer para minha mãe a Alice nasceu especial nasceu com síndrome de Moebius eu não entendi nada naquele momento não sabia oque era essa síndrome que nunca tinha ouvido falar. Oque era essa doença ? Ninguém sabia me explicar até que então fui ver ela na UTI aí a médica me explicou que moebius afeta o rosto a criança não tem expressão fácial (cara de máscara)
    Eu quis a morte naquele momento foi uma barra do caramba para mim. E ainda está sendo pois essa batalha ainda não terminou continuo com minha doce Alice na UTI e não sei ainda quando vamos sair de la, mas nunca perca a fé pq a fé move montanhas

    • Carla Torres disse:

      Oi Jessica, de emocionar esse seu relato. Meus bebês também foram os dois de UTI. Deus manda bebês especiais para famílias especiais. Mantenha a fé, se livre de todo pensamento pessimista. Sua Alice precisa que você passe para ela a certeza que tudo vai ficar bem (mesmo que você não tenha esta certeza). Quando eu estava muito arrasada, preferia nem chegar perto deles na UTI. Me recompunha, vestia minha fantasia mental de Mulher Maravilha e só aí ia vê-los. De todo meu coração, quero toda força, luz, amor e saúde nos caminhos da sua filhinha. Deus proteja vocês, Ele não desampara uma mãe.

    • Jessica creia que tudo dara certo, também sou mae da UTI minha filha nasceu com 27 semana prematura extrema, tambem fiquei sem entende pois minha gravidez foi tranquila mas infelismente no dia 13 de abril fui fazer uma trans vaginal pois tinha me sentindo mal um dia antes, dai descobri que meu colo do ultero estava todo dilatado dai mandaram me interna, e no mesmo dia as 23:48 minha filha nasceu, o medico me disse que ela nao iria resisti que nao eram pra mim ter esperança, mas eu não desisti foram dias deficeis e ainda estar sendo pois dia 13 faz 3 meses que minha filha estar na UTI, ela teve pneumonia esta sendo tratada e agora eu descobri que ela teve uma lesão nos ombros que afetou os braços dela devido ao parto normal, ser chama lesão do plexo branqueal que faz com que ela não tenha movimento nos braços ela tem feito muita fisioterapia e tera que fazer por muito tempo para talves futuramente conseguir ter os movimentos dos braços segundo a medica, mas te digo creia creia na cura da sua filha perça a Deus clame pela cura da sua filha que você vai ver acontecer não importa quanto tempo demore. Minha querida te desejo muita força muita fé.

  8. Talita disse:

    Também ja acompanhei meu bebezinho em uma UTI. Ambiente este que conheço bem, pois sou enfermeira de uti neonatal. Nunca pensei em estar do outro lado da história. Pois bem, eu vivi esta experiência e sim foi os piores dias da minha vida. 6 dias intermináveis e dolorosos. Meu bebê tão lindo e esperado teve coqueluche com 40 dias de vida. A sensação de perdê-lo foi a pior coisa q senti na vida. Mas para a glória de Deus ele se recuperou e aind está se recuperando. Deus é fiel.

  9. Angélica Ferreira disse:

    Eu lia sua historia e passou a minha. Eu sei bem a dor de uma mãe que perde um filho. Minha filha nasceu com 37 semanas , minha gravidez era de alto risco, era minha primeira filha ela tinha uma má formação gravíssima no intestino, passou 1mês e 6 dias na UTI em estado gravíssimo. Passou por 3 cirurgias estava frágil demais, nasceu 19 dias antes do esperado nasceu com 3.900kg e 51 cm enorme linda, bem gordinha como pedi a Cristo Jesus. Como estava de Dieta Zero não mamava e foi perdendo peso , teve uma hemorragia interna grave e precisou tomar 25 bolsas de sangue. Meu marido que ficava com ela, na UTI pois tive infecção grave hospitalar, eu estava necrosando voltei pra fazer uma resutura e minha filha sem mim.na UTI seu estado cada vez mais piorava eu me recuperava lentamente em casa até que quase recuperada eu voltei pra UTI passei apenas 6 dias com a minha Paulinha até que no dia 02/07/15 as 11:00 da manhã Minha Paulla Victória subiu aos céus eu vi a minha filha morrer nos meus braços e não pude fazer nada meu marido desesperado e a meu pai perto era a nossa primeira filha. E já faz 8eses que ela nos deixou.

    • Karla Lepetitgaland disse:

      Olá Angélica, desculpe a demora em responder. Historias como a sua nos deixam sem palavras, sem chão mesmo. Acho que toda mãe consegue se colocar no lugar de outra, mas é você que convive com sua dor, sua saudade a cada dia…sinto muito por tudo…só Deus para sustentar vocês até hoje e dar esperança de que seu sonho vai ser realizado. Não tenha medo, cada gravidez é completamente diferente da outra. Que Deus abençoe e console vocês, de coração!

  10. Ana Paula disse:

    Também fui mãe de UTI,por uma semana que até hj acho que foi uma eternidade.Mas no meu caso o meu Bebe Juan foi para lá 15 dias apos seu nascimento e por um motivo que até hj nenhum médico conseguiu me explicar, mas ao ler seu relato meus olhos se encheram de lágrimas pois vc descreveu todas as sensações que sentimos,hj só tenho a agradecer a Deus e ao apoio que tive no momento mais dificil de minha vida.

    • Karla Lepetitgaland disse:

      Que bom que seu bebê está bem e que você teve esse apoio e fé, pois é tudo que precisamos nesse momento! Muita saúde e união para sua família!

  11. Carla Blaques disse:

    Que texto mais lindo! E reflete justamente tudo o que passamos. Meu bebê nasceu de 29 semanas pois seus rins não estavam funcionando, eu estava sem liquido aminiótico, grandão (2,155kg / 42.2cm), lindo! Não conseguia respirar sozinho ainda, ficamos lutando pela vida juntos durante 20 dias, foram 15 dias de diálise, 1 parada cardíaca, pulmão com sangramento, e infelizmente uma infecção abdominal que fez todo o quadro dele piorar até que seu sangue coagulou e ele voltou a viver ao lado de Deus, meu anjinho querido lindo, dia 11/11 fará 60 dias sem ele, a saudade é gigante e só aumenta, todos dizem que o tempo cura tudo, mas tenho certeza que a saudade de nunca ter segurado meu bebê, nunca ter levado ele para seu quartinho que já estava pronto, isto o tempo não irá curar. Não sei nem explicar o que passa no meu coração e na minha cabeça por esta ausência, ou por falta de vivência, é meu primeiro bebê, tive uma gravidez perfeita e hoje não estou segurando meu pequeno nos braços. A dor de enterrar um filho é inexplicável, um anjo que passou em nossas vidas para nos ensinar tantas coisas, mas principalmente o verdadeiro significado do que é o AMOR. Lucca mamãe te ama muito.

    • Karla Lepetitgaland disse:

      Carla, sinto muito pela sua perda, você e ele são vencedores, tenha certeza. Realmente só quem passou pela sua experiência pode dizer como é, inestimável! Que você possa estar gerando outra vida logo logo e vivendo a maternidade na sua plenitude. Que Deus console seu coração!

  12. "Mãe do Henri" disse:

    Meu filho teve uma má formação, Gastrosquise, minha bolsa estouro com 37 semanas, porém não poderia ser parto normal por causa da Gastrosquise, ele nasceu por cesariana e foi levado imediatamente para UTI onde permaneceu por INFINITOS 26 dias. Sendo submetido a 3 cirurgias…
    A mãe do Lucas” descreveu com inensa perfeição o passo a passo dos meus sentimentos e pensamentos de cada um desses 26 dias vividos ali.
    Estou agora escrevendo esse relato com os olhos inchados de tanto chorar, por ter revivido cada minutos ao ler esse texto.
    Minha mãe foi meu Anjo salvador, q esteve todo instante ao meu lado…
    Hj meu GUERREIRO (pois esse é o significado do seu nome q escolhi antes mesmo d saber o q iríamos enfrentar) está com 4 anos e 9 meses, hiper saudável, inteligente e tem um Amor imenso dentro de si.

    • Karla Lepetitgaland disse:

      Que bom que ficou tudo bem. A gente revive mesmo né? Não foi fácil para mim escrever esse relato, mas desabafar às vezes faz bem, para nós e para outros que leem né? Obrigada por compartilhar sua história também!

  13. gal abreu disse:

    É sei como são esses dias em UTI, meu filho que hoje tem 12anos, nasceu de seis meses, tinha acabado de completar. Nasceu por causa de muuuito aborrecimento com o pai que foi contra a gravidez desde que descobriu. Fez de tudo pra que eu abortasse. Mas pedi muito a Deus que por mais que fosse doloroso e difícil fizesse alguma coisa por nós, ai ele escutou minhas preces e Victor nasceu. Foi difícil, mas a cada dia ele vencia. Hoje é um filho lindo, amoroso, um grande amigo e o mais importante não ficou com nenhuma sequela.

  14. Vava disse:

    Mae LInda, VEncedora e GUerreira, à vc com toda ajuda de DEus, mtas palmas de amor. Vc venceu!

  15. Ana Cecília disse:

    Verdade costumo dizer que quando nasce um bebê prematuro,, nasce uma mãe prematura cheia de medo,,insegurança , fragil mas quando nos deparamos com nosso bebezinho tão pequeno, mas tão corajoso lutando por sua vida , surge uma força dos céus.Meu filho nasceu de 30 semanas com 1400 kg 43 cm foram 36 dias de luta, cada cada graminha era comemorada com lagrimas de alegria no meio daquela situação sonhava acordada com o dia que sairia com ele em meus braços. Graças a Deus deu tudo certo e se alguem estiver passando pela mesma situação confie, acredite e tudo dara certo

  16. Danielle Caetano disse:

    Li e chorei muito passou um filme. Meu filho nasceu prematuro com 35 semanas e ficou internado durante longos 12 dias, mesmo depois de 3 anos voltou tudo na minha mente e pra falar a verdade ainda é muito difícil falar do assunto nunca conversei com ninguém sobre esde turbilhão de emoções que passei na época me fiz de forte, mas por dentro estava destruída e mesmo depois de tanto tempo ainda dói lembrar espero que eu consiga falar sem doer tanto.

    • Karla Lepetitgaland disse:

      É difícil mesmo, eu também tive dificuldades até para escrever esse relato, mas pensei que poderia ajudar outras pessoas no mesmo barco. Algumas fotos e vídeos nem consigo ver ainda. É um medo, uma dor na alma…mas um dia passa, ver nossos filhos bem é a maior bênção de todas!

  17. Monique Fernandes disse:

    Nossa!
    Lendo seu post em lágrimas.
    Passei por isso com minha bebê que nasceu de 39 semanas e alguns dias, mas devido a complicações no parto cesáreo ela ficou 30 dias na UTI neo natal.
    O seu 9 a minha 30!
    Independente do prazo o sofrimento é o mesmo. Sair do hospital sem o bebê nos braços é algo dolorodo demais.
    A minha bebê aspirou mecônio durante o parto. Por isso, precisou desse tempo lá.
    O dia em que pude pegá-la no colo foi incrível, pois quando ela nasceu não pude ter esse momento e nem a vi, só quando já estava na incubadora.
    É para piorar tamanho sofrimento tudo isso aconteceu na véspera do Natal. Ela nasceu dia 22-12 e eu só tive alta dia 24-12 quando pude conhecê-la.
    Pra piorar tudo meu parto foi num hospital e ela teve que ser transferida para outro por causa de burocracia de plano de saúde. Meu marido foi com ela na ambulância e eu fiquei. Foi a primeira vez que vi seu rostinho na incubadora indo pelo elevador embora com 2 estranhos sem eu poder tocá-la e dizer o quanto a amava e a querua em meus braços.
    As mães de UTI são guerreiras.
    Até hoje (minha bebê está com 8 meses e meio ) mantenho contato com elas. Formamos um grupo, nos falamos sempre que dá, trocamos experiências.
    Algumas infelizmente sairam de lá sem seus bebês nos braços. Uma tristeza!
    Hoje, ao ler esse depoimento debulhada literalmente em lágrimas digo : só quem yeve um bebê que passou pela UTI entende o significado de os dias intermináveis, as horas que não passam e a dor do silêncio.

    • Karla Lepetitgaland disse:

      Oi Monique, que desespero! E no Natal! Mas graças a Deus ficou tudo bem. Sei bem como você deve ter se sentido, sem conhecer sua filha…felicidades para vocês!!!

  18. Tassia disse:

    Emocionante!
    Esse relato me fez refletir os 31 dias de UTI que passei com o meu Pedro (vencedor). No dia 14/07 o meu filho nasceu com 30 semanas, e ali o meu mundo parou, uma mistura de alegria com tristeza e incapacidade tomavam conta de mim. Passei exatamente por tudo que você relatou e mais alguns problemas como a dilatação nos rins, hemorragia e uma cirurgia nos dois olhos, pois o meu pequeno teve retinopatia da prematuridade. Graças a Deus saímos vitoriosos e eu mais fortalecida. Só quem passou sabe o que uma mãe de UTI é capaz de vencer!

  19. aracelli moreira disse:

    Um texto lindo de uma linda história. Me vi em quase todo ele. Também tive o meu bebê na Perinatal Barra, que também ficou na UTI, só que por 40 dias. Eu fiz um texto, em março deste ano que se chama “Quando me tornei mãe de UTI” e nele eu chamo de ‘efeito montanha-russa’ o que passamos ali. O chegar a nossa casa, o lactário, aqueles corredores, nossos olhares, tudo é fiel à realidade daquilo que eu chamo de ‘Mundo Paralelo’ pq ele sempre existiu. Só que só somos apresentadas quando precisamos estar nele. Miguel fez uma cirurgia cardíaca mas não resistiu. Passou por muito nesses 40 dias. Saí de lá pra sempre sem ele. Essa foi a coisa mais difícil de concluir. Sonhei muito com o dia que tiraria a foto com a roupinha de saída de maternidade. E na verdade ela ficou com ele para que o vestisse na sua despedida. Eu tb soube que seria Mãe de UTI, me preparei à medida do possível pra isso. Mas a morte é algo que ngm está, né mesmo?! Alguns meses depois eu voltei aquele lugar, entrei na UTI cardíaca onde foi o último lugar que ele ficou. Senti o cheiro do álcool 70, ouvi os ruídos daqueles monitores, revi a equipe de enfermagem e médica. Fui ajudar outras crianças que precisavam de apoio. Me fez bem estar ali. Senti a presença do meu Miguel, dele me dizendo que a vida deve sim continuar. E se Deus permitir, eu ainda sairei daquela maternidade com o/a irmão/ã do Miguel no colo para casa! Agora eu tenho um anjo que cuida de mim! Bj

    Segue o link do meu texto, caso deseje ler:

    http://maternidadenodiva.com/quando-me-tornei-mae-de-uti-aracelli-moreira/

    • Karla Lepetitgaland disse:

      Que dor a sua, nem consigo imaginar…Nós precisamos mesmo passar adiante nossa experiência para ajudar outros, é tudo que podemos fazer. Felicidades para você!

      • Aracelli Moreira disse:

        Sim. Essa foi a missão dele e eu me sinto mto honrada por ter sido escolhida sua mãe. Passaria tudo de novo se preciso. Valeu a pena. Tudo vale por ele. Hoje eu carrego um presente de 16
        Semanas dentro de mim, presente mandado pelo Miguel! <3

    • andressa disse:

      Infelizmente Conheço essa luta, minha bolsa estourou com 31 semanas, fiquei enternada ha 22 dias, monitorando o coraçãozinho dela q nunca passava de 117bcf, varias más. Formaçoes congênitas , tive infecção no sangue, quando meu liquido amniótico infeccionou tiraram ela numa Cesária de34 semanas, 2k190 gramas e 42cm, ela foi direto pra uti nao ouvi seu choro, me mostraram ela ja estava entubada nao pude tocar na minha filha, depois de 3 paradas respiratórias com 35horas de (sorimento) vida, ela nao resistiu e foi morar com DEUS, recebi alta e fui escolher uma roupa pra enterar minha filha, chegar em casa sem ela olhar o berço vazio, a dor… minha HELOIZA esta com DEUS ha 67Dias…

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