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O risco da coqueluche – Atenção! você pode contaminar seu bebê

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Você sabia que existe o risco de transmitirmos, mesmo que pareçamos saudáveis, coqueluche para nossos bebês?
A coqueluche (Pertussis), conhecida como tosse comprida, é muito grave em bebês, principalmente nos menores de 6 meses (ainda mais grave nos menores de 2 meses). A tosse persistente é um quadro verdadeiramente desesperador para os pais e de agonia para a criança e em casos graves pode levar a insuficiência respiratória.
A coqueluche tem prevenção?
Sim. Tanto a rede privada como rede pública disponibilizam a vacina (nos postos de saúde, até recentemente era a DTP – que previne contra Difteria, Tétano e Pertussis –  atualmente vem  conjugada às de Hepatite B e Haemophilos tipo B, diminuindo o número de picadas em nossos bebês e também passou a ser o tipo acelular DTPa, que dá menos reação).
Para os bebês estarem protegidos contra a coqueluche são necessárias pelo menos 3 doses (2, 4, 6 meses, com reforço aos 15 meses e 4 anos). A vacina deveria ter reforço a cada 10 anos.
Calendário Vacinal Nacional -2014
Calendário Vacinal Nacional 
Para adultos a vacina não pode ser a clássica DTP aplicadas às crianças, precisa ser a dTpa, ou seja o componente Pertussis (coqueluche) precisa ser acelular. Essa vacina não estava disponível na rede pública para adultos até novembro de 2014. Quando felizmente passou a ser disponibilizada pelo SUS, entretanto só para gestantes.
É quase um senso comum que as pessoas devam se vacinar contra tétano a cada 10 anos. Os cuidadoso vão se vacinar  na rede pública a cada 10 anos. O que acontece é que a vacina disponibilizada é a (Difteria e Tétano). Ou seja, mesmo a população adulta com calendário vacinal atualizado pelo Ministério da Saúde estaria suscetível à coqueluche.
coqueluche
Como é o diagnóstico de coqueluche?
O diagnóstico de coqueluche não é muito fácil de ser confirmado no adulto. Como a maioria já foi vacinada na infância, mesmo que os níveis de anticorpos não sejam ideais, quando se manifesta, a doença é menos evidente e bem menos grave do que em crianças ou em pessoas nunca vacinadas. Apenas alguns poucos laboratórios privados no país tem a tecnologia para firmar o diagnóstico. Mas em meu consultório e nos atendimentos de emergências (assim como dizem todos os meus colegas que atuam), suspeitamos de coqueluche e iniciamos o tratamento com antibióticos com relativa frequência em casos de tosse persistente. E durante o ano passado essas suspeitas foram muito constantes. No último ano SP conseguiu mostrar com exames um número crescente na quantidade de diagnóstico de coqueluche, aqui no RJ, o que vemos na prática clínica, é que temos certeza que se conseguíssemos exames, essa estatística também aumentaria muito.
Bom, mas vamos ao que interessa: está comprovado que os maiores transmissores de coqueluche para seus bebês são os próprios pais (geralmente sem qualquer sintoma ou sintomas sutis, por suas imunidades muito mais eficientes).
Como prevenir que seu bebê, ainda sem capacidade de defesa própria, tenha coqueluche?
Se vacinando e vacinando as pessoas que terão muito contato com o bebê até que tenha sua própria imunidade adquirida pelas vacinas.
A dTpa pode ser feita em grávidas sem problemas, mas se você gestante mesmo assim ficar com receio de se vacinar, faça logo no pós-parto. Como disse, para gestantes está disponível também no SUS.
Pouco antes da minha fofinha nascer, fiz isso, fui a uma clínica e me vacinei (apesar da minha dT estar em dia), e levei o papai comigo.
Durante a gestação (ou antes) você vai aumentar sua produção de anticorpos contra coqueluche, parte desses anticorpos vão passar pela placenta;  ao nascer o bebê terá já alguma proteção, que vai cair ao longo do tempo, já que esses anticorpos não vão mais ser oferecidos. Mas dará tempo para que ele comece a produzir os seus próprios anticorpos, já que será vacinado aos 2 meses).
coqueluche
Quem tem babá ou  vovó que vai ficar por muito tempo com o bebê também deve lembrar delas. As vacinas são assuntos ainda controversos para muitas pessoas. Não para mim. Acredito completamente na sua eficácia e importância na saúde pública e do indivíduo. Converse com seu obstetra e pediatra.

 

Veja também:
  • Boa notícia: O SUS está disponibilizando vacinação contra coqueluche para grávidas. Veja o post.
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Carla Torres

Carla Torres

Médica (Universidade Federal Fluminense – 2004) e mãe. Atua nas duas funções em tempo quase integral e é apaixonada pelo que faz.
Carla Torres

Uma resposta para “O risco da coqueluche – Atenção! você pode contaminar seu bebê”

  1. Elaine Cristiny de Matos Ribeiro Rodrigues disse:

    Bom dia, estou a busca de referencia sobre o tema acima quero focar na importancia da vacinação do pai já que o governo aborda e contempla apenas a mãe. adorei seu post!!! esta bem explicativo e acrescentaria muito a mim se me enviasse a referencia
    é para a minha monografia, sou enfermeira e estou concluindo o mba em controle de infecção.

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