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POST 2 – Vou para Europa com bebê – Decidindo o Itinerário e escolhendo o vôo.

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Definir para onde viajar é o primeiro  passo para a programação da viagem perfeita. Parece óbvio? Não, não é. A não ser quando se tem algo muito específico em mente, definir para onde vai e por onde passará pode ser algo muito complexo.  Dentro do Brasil já é um grande desafio, quando se pensa em Europa então (logicamente estou falando em viajar por conta própria, que é nosso estilo, não por agência de viagem com pacotes montados).
Essencial: não compre as passagens até ter definido muito bem seu itinerário.
Vou dar o exemplo da nossa mais nova viagem. Eu tinha um  objetivo com local e data específicos:  4 dias de congresso em Nice, no sul da França. Mas quem encara um vôo transatlântico com um bebê de colo para ficar 4 dias? Iniciei uma série de dúvidas: para onde ir, quantos dias ao todo (é tem que programar  as férias), ir antes ou depois do congresso? Comecei a pesquisar os destinos ao redor de Nice, várias olhadas nos mapas do google, muitas lidas em blogs e fóruns de viagens… quanto mais eu lia mais complicado parecia.
  • Ficaria só na França? Pensei: Paris (de novo, mas sempre bom), Vale do Loire, Lyon, Annecy, Chamonnix, Provence, Cote D’azur … é já ficava pesado, muitos deslocamentos, mas era tentador; talvez de carro fosse  mais tranquilo…

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Vale do Loire

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Campos de lavanda – Provence
  • Talvez tire Paris da programação, vá direto para Lyon, conheça os Alpes em Chamonix e Annecy… talvez chegue de avião por Genebra, na Suíça, aí conheço o local … de lá vou para Annecy, Lyon, aí vou descendo e chego a Avignon e Cote D’azur, voltando de avião para o RJ por Nice.

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Annecy

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Chamonix
  • Não, melhor: posso chegar pela Alemanha, por Frankfurt, descer pela fronteira com a França, conhecer lugares como Freiburg, Estrasburg e de lá desço para a Cote d’Azur.

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Estrasburgo
  • Melhor ainda: Posso vir pelo outro lado, pela Espanha, chego por Barcelona (conhecemos há 3 anos e amamos) de lá pego um carro… aí venho por Carcassone e percorro toda a riviera francesa.

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Carcassone

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Orla Bardot – Saint Tropez – Cote D’Azur
  • Ai Meu Deus. Como não pensei nisso antes: Itália, as Cinque tierre… sempre quis conhecer a Toscana, fica perto…

Cinque Terre Portovenere

 

Portofino – Riviera Italiana.
Sentiu o drama? Após muitos dias de leitura e dúvidas em todos os momentos livres do meu dia(confesso que não eram tantos assim, por isso minha decisão foi mais lenta), acabei decidindo (sim decidi sozinha, meu amor e fiel escudeiro não se envolve nos planejamentos geográficos, no máximo cita algum lugar que tenha vontade de conhecer e pede que eu faça um resumo dos prós e contras dos itinerários que imaginei e objetivamente – em coisa de 4 – 6 palavras – dá sua, geralmente acertada, opinião). É… mulheres são de Vênus  e homens são de Marte, esse livro foi feito para nós. Bom, voltando – finalmente defini:
    • Chegaremos por Nice antes do congresso, conheceremos a a Provença de carro, voltaremos a Nice para o congresso e partiremos pela costa Italiana até a Toscana (Veja como ficou nosso itinerário completo aqui). O que foi essencial para eu decidir: o clima.  Pronto. fechou. Posso comprar a passagem? Não. Ainda não.
Quantos dias  pode durar a viagem ao todo?  No gigante blog do Ricardo Freire, tem um post que fala especificamente disso: Quantos dias em cada lugar?
Dicas práticas :
  • Escolher um vôo bom é essencial. Não se deixe levar pelo impulso de comprar uma passagem em promoção de ida e volta para um lugar que não seja o seu foco. Compre a passagem só depois de decidir bem sua viagem. No nosso caso, vamos entrar por Nice (com escala em Paris) e voltaremos por Veneza (também com escala em Paris). A economia de comprar passagem com ida e volta pelo mesmo local não compensa o tempo perdido, a trabalheira e o cansaço. Mesmo que precise de escalas, vá e volte de seus locais de interesse. Faça isso na hora da compra da passagem, evite compras separadas para não ter problemas – por exemplo: se seu voo atrasar e vc estiver com outro comprado separadamente dali para outro lugar, nenhuma das duas cias aéreas vai ser diretamente responsabilizada. O prejuízo é seu. No VnV tem um post sobre esse erro comum.  É óbvio, mas vale lembrar, opte pelos com menos escalas possível e com menor tempo de vôo total. Preferência sempre para os horários noturnos, quando os bebês costumam estar mais calmos.
    • Desconsidere o dia de chegada e o dia de partida. Sempre são cansativos, ainda mais se vc tiver um bebê por perto. Não colocoque pontos turísticos para visitação neste dia, sempre dá para conhecer algo, mas é ótimo não ter compromissos em um dia confuso, vai ser delicioso só passear e fazer o que passar na cabeça naquela hora…
    • Pense muito bem na forma de deslocamento para avaliar se vai dormir ou não em um local que quer conhecer; pode ser mais simples montar uma base e viajar ao redor. Por isso meu lema é: não exijo luxo (apesar de ser bom demais!), mas boa localização sim. Nunca reservo um hotel que considere mal localizado em relação aos pontos de interesse.
    • Evite programar uma noite em cada lugar. Só o tempo que se perde até achar o hotel, fazer check in e check out, carregar e descarregar malas pode ser incompatível com a diversão.
  • Priorize o que deseja ver em cada lugar, programe essas atividades de modo que seu dia não fique tão apertado, afinal, você está de férias… o legal de viajar pode não estar bem em “ticar” monumentos ou locais famosos em uma lista gigante e sim em tomar sorvete calmamente em uma praça, beber uma cerveja em um bar vendo a vida passar, mostrar as plantinhas para seu filhinho em um jardim, comprar comidas nos mercados locais…

guia visual da folha

Assim, depois de muito pesquisar (além de buscar na internet, compro guias de viagem), após muitas simulações de vôos (pesquisando empresas aéreas – nos sites diretos e no decolar.com, locais de chegada e saída, preços ), trens (usei a Rail europe para pesquisa), hoteis (geralmente uso o site  booking.com),  consegui definir (após cortar mais da metade dos locais que gostaria de passar) os pontos onde dormiria e qual trajeto faria ( google maps é perfeito para isso, mas lembre-se que no mapa não vemos descidas, subidas, estradas sem acostamento… sempre deixe um bom espaço e programe um percurso diário o mais curto possível em estradas que não sejam rodovias grandes;  O site Michelin tem uma ferramenta ótima para calcular os gastos com pedágio e combustível. Gosto muito).

Após tudo isso, comprei as passagens! Aleluia!!!
É trabalhoso? Sem dúvidas, mas se você viajar desse modo uma vez, vai ficar viciado! É bom demais.

Carla Torres

Carla Torres

Médica (Universidade Federal Fluminense – 2004) e mãe. Atua nas duas funções em tempo quase integral e é apaixonada pelo que faz.
Carla Torres

Uma resposta para “POST 2 – Vou para Europa com bebê – Decidindo o Itinerário e escolhendo o vôo.”

  1. […] Escolha o vôo com o mínimo de escalas possível. Um vôo longo já é cansativo por si só. Se for parando em vários locais, aí é sofrimento puro. Outra coisa é tentar escolher um vôo noturno, um horário onde geralmente o bebê está mais calmo. Regras gerais: bebês (até 2 anos) pagam apenas 10% da tx de embarque e às vezes da passagem (na Air France não precisei pagar nada) – um excelente motivo para viajar com seu filhinho antes dos 2 anos. Para tal, precisam viajar no colo ou no basinet (bercinho, veja abaixo) e  não tem direito a bagagem – algumas companhias liberam uma certa quota (na Air France tem. Se me lembro bem, 10kg) – mas vc pode despachar o carrinho diretamente na entrada do avião, para estar disponível logo que você sair. Isso não conta como bagagem. Vc também tem direito a mais uma bagagem de mão. Não deixe de ler a parte de dicas práticas do post decidindo o itinerário e escolhendo o vôo. […]

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