Filhinhos da Mamãe

Guia Sobre Infância
MENU

Relato de Viagem: Liguria, Itália

Continuando o relato da viagem pela Europa com nossa fofinha (1 ano e meio)… já tínhamos passado pela Provence, Cote D’Azur e chegamos à Riviera Italiana, onde conhecemos Gênova, Portofino e as Cinque Terre:

Gênova

 

D11 – 30/05/2013 – Nice – Genova

Partimos do nosso hotel em Nice bem cedinho, fomos de táxi para a estação de trem. No dia que fomos a Mônaco comprei a passagem para Ventimiglia, a cidade de conexão entre França e Itália. Ir de carro de um país para o outro não dá. Fica caro demais. Fizemos esse trajeto de trem. Chegamos em Ventimiglia e pegamos o trem para Gênova. A estação é bem pequena. Chegamos em uma plataforma e embarcamos na outra, não teve muito sobe e desce de escadas como em Nice, para felicidade da coluna do papai. No trem de Nice não tem como fazer reserva de assento. No da Itália já tem como reservar. Eu comprei a passagem com antecedência pelo Trenitalia escolhi primeira classe porque imaginei que teria mais espaço para as malas, tinha lido que isso é perrengue nesta viagem. Ao todo demorou umas quatro horas. Partimos em Nice pouco antes das 7h da manhã e chegamos em Gênova pouco depois das 11h. Escolhi um hotel bem perto da estação de Gênova para minimizar o deslocamento com malas. Foi ótimo! O Grand Savoia Hotel  era mesmo bem perto. Super luxuoso e confortável.  Minha intenção desde o início era ir de Nice às Cinque Terre. Mas vi que seria muito desgastante a viagem direta até lá. Então resolvi dar uma parada em Gênova. Não tinha grandes expectativas com a cidade, escolhi um hotel bem legal justamente porque não esperava muito da cidade, a não ser o aquário, mas me surpreendi.

Nos liberaram o check-in antecipado sem problemas. Subimos com as malas, tomamos um banho relaxante naquela banheira maravilhosa enquanto o papai relaxava sua coluna de toda a movimentação da bagagem na deliciosa cama king size. Dei comidinha para nossa flor. Bebê no carrinho, fomos conhecer a cidade. Fomos em direção a Via Garibaldi, tinha umas partes em obras. Mas é bem legal, pelo caminho vários prédios históricos suntuosos, como os Palazzo Rosso, Palazzo Bianco e o Palazzo Reale.

Via Garibaldi: cheia de prédios monumentais

 

Chegamos ao cartão postal de Gênova: a Piazza de Ferrari e sua imensa fonte. Pausa para a pequena sair do carrinho e correr atrás dos pombos.

Piazza de Ferrari

 

Dali fomos à Piazza São Matteo e seguimos para encontrar um restaurante que tinham me indicado: Je’aime Les Crepes. Chegamos lá naquele intervalo que muitos restaurantes na Itália e França fecham: entre 14-17h. Voltamos.

Piazza São Matteo

Nos dirigimos para a movimentada Via San Lorenzo e fomos comer  em um “boteco” que só serve paninis. O Gran Ristoro. Achei difícil escolher os ingredientes para montar os sanduíches. Fiquei observando o entra e sai de clientes e vi um italianinho gordinho, dos seus 12 anos, pedindo um de presunto. Pensei: esse tem jeito que sabe apreciar uma boa comida. Pedi dois iguais. Realmente muito bom. Pedi uma cerveja e um vinho para acompanhar. Tudo ficou em 10 euros. Nossa menininha tinha comido uma papinha na Piazza S. Matteo enquanto ouvíamos uma moça cantar ópera.

Via San Lorenzo: comércio e movimentação fartos

Gran Ristoro: o número 1 dos paninis em Genova

Voltamos para curtir o SPA do hotel. Pelo caminho de volta passamos na gelateria Perfumo di Rosa. A atendente muito gentil, falava um inesperado excelente português. Ela sugeriu que déssemos 1 bola bem pequena de sorvete no cone para Helena. Colocou um babador descartável nela e pôs uma bola do delicioso Fior de Latte. Ele foi sentada no carrinho tomando sorvete sozinha toda orgulhosa. Amou. Daí não parou mais. Sempre queria sua própria casquinha (e fazia sua própria lambança – ai Jesus!). Bom, chegamos ao hotel e o SPA era simplesmente perfeito. Uma piscina aquecida deliciosa, com possibilidade de hidromassagem que era fortona. Quando chegamos tinha um casal, que já estava de saída. Ficamos só nós 3 por um longo tempo. Muito, muito bom. O ambiente bem limpo, com água gelada e um suco (sempre com aqueles gostos duvidosos dos sucos europeus) à disposição. Relaxamos, voltamos ao quarto e fomos jantar na tratoria anexa ao restauranteTralalero. Tinha ouvido que ao redor do hotel os restaurantes eram mais ou menos. Enquanto andávamos durante o dia, nada nos chamou a atenção. Não gostei deste que fomos. Tínhamos passado em um mercadinho mais cedo e compramos umas coisas, como água e comidinhas para o bebê. Valeria mais a pena se tivéssemos comprado coisas para fazer um sanduíche do que comer neste restaurante.

D12 – 01/05/13 –  Gênova 

Era feriado e nós tomamos um café da manhã perfeito no salão do hotel, incluído na reserva. Melhor impossível. Variedade enorme e tudo gostoso.  100% cinco estrelas. O dia estava muito lindo. Tivemos a mesma ideia que a metade de Gênova: vamos ao oceanário. Fomos caminhando, com o bebê no carrinho e… Lotado! Mas o acquário di Genova   é maravilhoso. Quando éramos só nós dois, fomos ao de Lisboa, que eu amei e ao de Barcelona que não achei tão bem cuidado. Mas esse de Gênova é espetacular. Tem três golfinhos lindos. Minha fofinha se desesperou quando viu os pinguins. Queria pegar todos os “mi-mins”. Gritava: “Mi-mim, mamãe, mi-mim”, também fez questão de se apresentar a cada um dos 200 aos berros “Hei, mi-min!!! Eu neném.” Muito linda. Apesar do local estar bem cheio, conseguimos aproveitar bastante. Eu adorei ver o manati gigante e as águas vivas. Visita imperdível para crianças de todas as idades. Nós amamos! Infelizmente perdemos todos os vídeos e fotos.

Dessa vez estávamos no horário, chegaríamos antes das 14h, demos umas voltas pelo porto e fomos ao restaurante Je’aime Les Crepes. Outra vez fechado. Não abre aos feriados. Mas passamos na melhor sorveteria da viagem (e olha que foram inúmeras!):  UGelato du Caruggiu. Nossa! O que era aquilo? Sorvetes simplesmente perfeitos. Pedimos e repetimos sentados em um banquinho na frente da sorveteria.

Dali fomos a uma exposição sobre os inventos de Leonardo Da Vinci, no Museu di Sant’ Agostino. Legal. Mas não valeu os 8 euros de entrada para cada um.

Leonardo Da Vinci, no Museu di Sant’ Agostino

Voltamos à Piazza Ferrari e começou a chover. Vimos que bem perto tinha um Mc Donald’s. Nenhum restaurante que passamos pareceu atraente. Comemos lá mesmo. Como não tinha parado de chover, fomos seguindo pelas galerias da Via XX de Settembre. A chuva parou e continuamos andando. Quebramos na rua San Vicenzo, na Piazza Colombo e voltamos à XX deSettembre, onde passamos por uma loja de departamentos maravilhosa: a Coin.   Secretamente comprei uma camisa linda de presente para o aniversário do papai. A parte de casa tinha muitas coisas legais. Mas eu tinha prometido que não criaria mais bagagens… Comprei só maquiagens em uma das minhas sempre amadas lojas da Sephora.

Voltamos para o hotel, mas antes passamos em um mercadinho onde comprei umas saladas prontas, frios e pães. Ainda era dia e o sol estava bem forte. Fomos para a cobertura do hotel, onde tinha uma imensa Jacuzzi, com vista panorâmica para a cidade. Estávamos só nós. Ficamos lá um tempo e descemos para o SPA, onde também éramos os únicos; lanchamos no quarto mesmo. No dia seguinte pegaríamos o carro e continuaríamos nossa viagem. Gênova foi mesmo uma agradável surpresa. Uma cidade de verdade, sem o romance dos vilarejos, mas cheia de história e vida.

 

Um dos muitos gelatos deliciosos de Gênova 

O Hotel:

  • Só ficamos em hotéis excelentes nesta viagem. Mas esse foi mesmo maravilhoso. Ter café da manhã incluído na reserva daquele padrão é sempre muito bom. O quarto era imenso com um banheiro enorme e uma banheira ótima (reservei uma suíte executiva – para ter acesso ao SPA) e a jacuzzi na cobertura e o SPA são ótimos. Para mim a localização foi boa. Bem perto da estação de trem e, apesar de não ser bem no miolo do centro histórico, a caminhada não era difícil.

 Perrengues:

  • Tivemos dificuldade de encontrar restaurantes. Muitos que nos interessavam tinham horários de funcionamento restritos (um dos dias em que estivemos na cidade era feriado) e outros pareciam muito pouco atraentes. Provavelmente foi falta de programação minha, com certeza há ótimos restaurantes em Genova.

D13 – 02/05/2013 – Portofino e Levanto

Após tomar o café maravilhoso do nosso hotel em Gênova, deixamos as bagagens no depósito do hotel e caminhamos até a Hertz, onde tinha reservado o carro. Era longe, mas a caminhada foi um passeio. Pegamos o carro, um Fiesta sedan. Seguimos em direção ao hotel para pegar as malas, quando percebemos que o GPS tinha morrido. Desespero! Mas notamos que o problema era com o carregador do carro, que não estava funcionando. Demos nosso jeito e conseguimos chegar ao hotel sem o GPS e pegamos as malas, mas difícil mesmo seria voltar à Hertz sem ele. Mas conseguimos. Como não tinham outro carro da mesma categoria, nos deram um Volvo D3. Automático. Confortabilíssimo!! Valeu a pena nos atrasarmos.

Bom, finalmente seguimos em direção a Levanto, nossa base para conhecer as Cinque Terre. O caminho a partir de Genova é bem bonito, beirando a Riviera Italiana. Cada mansão de dar medo. Realmente tem muita gente rica naquele lugar. Demos uma parada em Portofino. O dia estava lindo e o lugar é espetacular. Só carrão. Alto nível, nos sentimos ainda mais pobres por lá. Ainda bem que pelo menos estávamos de Volvo, para dar uma disfarçada.  Em uma lojinha comparamos um molho pesto e alguns bolinhos de amêndoas típicos. Comemos um espaguete sem nada de especial (só o preço) e seguimos.

Passeando pelas ruas de Portofino

Portofino

Panificio Canale – compramos um maravilhoso Pesto genovês.

Portofino: um charme. A pérola da Riviera Italiana!

Chegamos em Levanto e o hotel que escolhemos era excelente. O staff maravilhoso (são os próprios donos). Ficamos na Costa di Faraggiana. A cinco minutos de carro de Levanto. Uma jacuzzi com vista panorâmica espetacular. Café da manhã gostoso, servido em um salão com a mesma vista para uma imensidão verde.

Chegamos e minha fofinha e eu fomos direto para a Jacuzzi. Depois papai veio ficar conosco.

Uma Jacuzzi imensa e bem quentinha com uma vista deslumbrante.

Café da manhã com o melhor do hotel: a vista.  

Depois fomos para Levanto, jantar no restaurante indicado pelo dono do hotel (LePalme). Comida simples, mas gostosa, com preço justo. A cidade é bem bonitinha. A praia é bonita, tem como tomar banho. Gostei muito de ter ficado lá.

Levanto foi nossa base para conhecer as Cinque Terre. Aprovamos a cidade. Muito agradável!

 

Pôr do Sol em Levanto

 Só não gostamos mais porque aqui se deu o único ponto negativo de toda nossa viagem: estacionamos e fomos pagar o ticket na máquina. Nesse momento meu amor colocou nosso ipad sobre a máquina, pegou o ticket e foi embora. Nem eu nem ele nos lembramos do ipad. Só fomos dar conta muito tempo depois. Logicamente ele já não estava lá. Ficamos arrasados. Os donos do hotel ligaram para a Polícia, para o centro de informações turísticas… fomos dormir chateadíssimos. O valor do equipamento não era nada comparado aos vídeos e fotos que tínhamos baixado e apagado das câmeras. Além do mais, era o companheiro da Helena. Cheio de vídeos e joguinhos que a mantinham calminha. Essa perda foi mesmo uma pancada no estômago. Desanimou.

 

 D14 – 03/05/2013 – Cinque Terre

Acordamos e o dia não estava tão bonito (como nosso humor). Mas fomos em direção ao porto de Levanto para ver o barco para a Cinque Terre.

No porto de Levanto para ver o barco para as Cinque Terre. Pra ela, tudo é festa 🙂

Enquanto aguardávamos o barco atracar percebi que estava muito inadequadamente vestida. Fui como iria a um passeio de barco em Búzios. Uma camisa de manga comprida, bermuda e chinelo. Todo mundo de bota de trecking e casacos. No barco, um frio do cão. Minha fofinha, adequadamente vestida, estava de croc com meia quentinha e casaco corta-vento.

Primeira parada: Monterosso.

Monterosso al Mare: aqui dá para tomar banho de mar

 

Ali tem uma boa faixa de areia (bem diferente da nossa, com muitas pedrinhas) e dá para tomar banho. Mas o dia estava nublado, não era muito convidativo. Na volta o sol já estava bem forte, passamos de barco e vimos algumas pessoas na água. Ficamos pouco tempo e seguimos para Vernaza, a mais desenvolvida. Bem bonita. Demos uma percorrida pelas ruas, pelo comércio. Tudo muito bonito.

Vernaza

No decorrer do dia o Sol ia conseguindo se firmar. Vi que o próximo barco demoraria pouco mais de duas horas passar. Ao ver uma trilha que seguia em direção a Corniglia – a terre que não dá acesso por mar – tive uma ideia brilhante: vamos lá! Começamos a subir. A vista ia ficando cada vez mais bonita.

Vista de Vernaza da trilha que leva a Corniglia

 

Com minha macaquinha no colo – esquecemos nosso canguru. Fez muita falta! – subia, e subia… Justamente neste dia ela teve aquelas crises de preferência por um dos pais. E eu fui a escolhida. Só queria ficar no meu colo. Fazia escândalo se o papai, bem mais forte e com calçados muito mais adequados que minhas havaianas, ousasse pegá-la no colo.

Início da trilha Vernaza-Corniglia e eu  ainda animada…

Depois de uns 40 minutos tive a genial ideia de perguntar a um casal que descia se ainda faltava muito para Corniglia. A resposta foi desanimadora: “Acho que 1 hora de subida.” Apesar do meu francês ser capenga, consegui entender o comentário deles: “Não tem condições, com esse bebê no colo e com esse calçado…” É. Não tinha mesmo condições. Ela dormiu no meu colo e aí passei para o papai. Voltamos.

Desistimos da trilha. Não tinha mesmo como!

Essa Terre não seria visitada desta vez. Em todo nosso passeio, só vi alguém mais sem noção de sapato do que eu. Uma senhora com um salto agulha.  Até me senti melhor… Mas tenho que admitir que ela teve a vantagem da sabedoria de não ter tentado fazer a trilha.

Deu a hora e pegamos o barco. Fomos para Manarola.

Manarola

Tchau tchau, papai

Ruas de Manarola

Íamos percorrer a Via dell Amore, que liga Manarola a Riomaggiore, mas estava fechada…

 Linda. adorei. Foi a minha preferida. Este local foi bem  prejudicado na tempestade de 2011. Ainda há sinais da destruição… A Via dell Amore, que liga Manarola a Riomaggiore estava fechada. Devo admitir: as duas bolhas na altura das tiras das havainas nos meus pés agradeceram. Almoçamos em um restaurante que gostamos muito. E o preço também não era ruim para um local tão turístico: Il Porticciolo .

A 5a Terre, Riomaggiore

Eu amo o papai e o papai me ama…

Pegamos o barco para irmos a 5a Terre, Riomaggiore. Aqui o Sol estava mesmo forte. Precisamos reforçar o protetor solar. Como as demais, muito linda. Tomamos um sorvete, passeamos bastante e voltamos para pegar o barco.

Não daria mais tempo de irmos a Portovenere e voltar de barco, só de trem. Mas já estávamos satisfeitos. Voltamos para Levanto. Apesar do dia ter sido ótimo, e as Cinque Terre serem espetaculares, ainda estávamos nos remoendo por conta do ipad. Retornamos para o hotel, descansamos, fomos para a jacuzzi, demos uma sopa deliciosa que a dona do hotel muito gentilmente ofereceu a nossa menininha e fomos afixar alguns cartazes oferecendo 200 euros de recompensa para quem entregasse nosso ipad. Fomos dormir. Não deu em nada. Perdemos mesmo. Bola pra frente. Amanhã partiríamos para a Toscana.

O Hotel – como falei, amei nossa hospedagem. O Hotel Costa di Faraggiana é mesmo excelente. Mas precisa estar de carro.  Gostei de Levanto. Uma cidade bonita, tem acesso as Cinque Terre de trem e de barco. Uma boa base para conhecer a região.

Perrengue – meus perrengues foram falta de preparo total (pra não dizer burrice). Todas as Terre tem subidas, então é bom estar com um bom calçado, principalmente se for fazer as trilhas. Vi várias pessoas com bebês e com carrinhos. Acho que não é prático. Tem que desmontar para embarcar, são muitas subidas, várias escadas… acho que o canguru (que eu esqueci) é bem melhor aqui.

Dicas:

  • Só andamos de barcos porque era o que eu imaginei que fosse mais bonito. Como não era tão baratinho, mas incluía decida em todas as paradas e retorno, nem pensamos em voltar de trem. Gostei bastante do passeio de barco. Compramos na hora, mas antes eu já tinha vistos os horários nosite
  • No site do Ricardo Freire tem um ótimo post sobre as Cinque Terre.
  • Achei Levanto um excelente local para montar base. Tem saídas de barco e estação de trem e é um lugar muito bonito.
  • Não esqueça o protetor solar.

Escrito por Carla Torres.

Carla Torres

Médica (Universidade Federal Fluminense – 2004) e mãe. Atua nas duas funções em tempo quase integral e é apaixonada pelo que faz.

Uma resposta para “Relato de Viagem: Liguria, Itália”

  1. […] foi a parada final de nossa viagem. Passamos antes pela Provence, Cote D’Azur, Liguria e […]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *