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Relato de Viagem: Veneza, Itália

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Veneza foi a parada final de nossa viagem. Passamos antes pela Provence, Cote D’Azur, Liguria e Toscana.

D 20 –09/05/2013 – Veneza

Pensando na vida em uma das pontes de Veneza

Viemos de nosso hotel perto de Florença a Veneza de carro (3h30 pela via rápida – 16,5 euros de pedágio – com uma paradinha rápida para pipi, cafezinho para o papai motorista e comidinha para o bebê – tinha reservado um pouco do macarrão do dia anterior – em um posto de gasolina), onde entregamos na Hertz da Piazzale Roma. Pensei em parar em Bolonha no meio do caminho para dar uma espiada, mas o dia estava tão lindo que resolvemos seguir direto e não perder nenhum momento de Veneza. Foi o melhor que fizemos. Chegamos lá por volta das 14 horas. O dia estava perfeito. Calorzão, com aquele céu azul. Veneza era mesmo linda e nesse dia estava um esplendor. A gerente do nosso hotel foi nos encontrar na Hertz. Era mesmo essencial. Nunca acharíamos aquele hotel de cara. A cidade é um labirinto. Já tinham me dito que andar com mala pesada por lá era complicado. Imagina: no fim de uma viagem longa, com um bebê, nossa bagagem com certeza era pesada. A gerente do hotel, muito gentil, contatou um rapaz que tinha um carrinho de mão que colocava as malas e passava pelas pontes com mais facilidade. Pagamos 20 euros pelo serviço, o hotel ficava a 500m do ponto de encontro.

Nos acomodamos e fomos passear. A gerente nos deu várias dicas de locais para comer e por onde passear. Entre as dicas, duas clássicas:

1 –Não fique procurando a Piazza S. Marco, ela vai aparecer a qualquer momento, tente conhecê-la pela manhã ou no fim da tarde, quando a multidão já estiver mais dispersa.

2 –Não se aflija. Você vai se perder. A cidade é um labirinto. E o melhor de Veneza é descobrir coisas inesperadas tentando encontrar seu caminho.

As duas dicas foram ótimas e verdadeiras. Inicialmente fomos passear em direção a Dorsoduro. No caminho tivemos nosso primeiro contato com a confeitaria Tonolo. Maravilhosa. Tudo delicioso.

Confeitaria Tonolo

Difícil escolher entre tantos doces atraentes… Por isso, toda vez que passava ali eu comprava um. Até chegar ao Canal della Giudecca passamos por pontes maravilhosas e diversas construções lindas.

Chegando lá, naquele céu azul, vimos um grupo passeando em gôndolas, com direito a gondoleiro cantor.

Canal della Giudecca

Bem legal. Passamos pela Igreja de Santa Maria della Salute e demos a volta até um ponto da embarcação pública, onde encontramos uma máquina e com o código do Venice Conect impresso (comprei pelo site) digitei e vieram nossos dois tickets, com validade de 72 horas. Podíamos entrar e sair das embarcações (inclusive para as ilhas, como Murano e Burano) e nos dava direito a uma passagem para cada no ônibus para o aeroporto. Você pode montar seu ticket de acordo com o que você quiser, entradas em museus, entradas em banheiros públicos (são caros, custam 1,50 euros), net… eu só coloquei de transporte. O preço é bem melhor do que se deixar para compra lá. Bom, com nossos tickets em mãos pegamos uma barca e descemos na Piazza S. Marco.

Piazza S. Marco

Palácio Ducale

Piazza S. Marco

Minha fofinha, como nós: impressionada com a beleza da Piazza San Marco

Palácio Ducale

Passamos pelo maravilhoso Palácio Ducale, andamos um pouco em direção ao bairro de Castelo e retornamos para apreciar a Catedral. Aquela Praça é realmente impressionante. Quando fomos a Bruxelas fiquei maravilhada com a Central Place, nunca tinha visto algo lindo assim, mas a Piazza S. Marco é brincadeira. Ainda mais naquele dia ensolarado… linda demais. Amei. Um grupo de turista começou a alimentar os pombos e minha menininha ficou louca. Corria atrás deles desesperada. Brincou muito! Tinha um grupo tocando música clássica e uma menina resolveu improvisar uns passos de balé. Acabou ficando ótimo.

Dando comidinha para os pombos na Piazza San Marco

Dali resolvemos andar para passar pela ponte do Rialto.

Ponte do Rialto

Já começava a anoitecer e o comércio já estava quase todo fechado. Mas valeu a vista. Passamos em uma pizzaria em um lugar sem nenhuma sofisticação, meio pé sujo, mas que parecia muito movimentado e a pizza tinha uma cara boa. Só um cara atendendo, ele fazia tudo e parecia ser o dono. Comemos uma pizza muito boa, eu pedi uma fina e meu amado uma de massa grossa. Por um preço ótimo – duas fatias e água com gás ficou uns 7 euros! Fica a dica. Queríamos arrumar uma comidinha para o bebê jantar bem. No caminho para o hotel, tentando nos achar, encontramos a Tratoria San Toma , eu pedi um “fegato alla veneziana”, queria provar. Gostei. Meu amor, que detesta fígado,  pediu um spagetti com cogumelos e comeu com nosso bebê. Vinho e água e uma conta razoável, 35 euros. Pronto! Fechou o dia. Só faltava achar o caminho do hotel… demorou um pouco, apesar de estarmos perto. Mas finalmente chegamos. O mapa era mesmo essencial. Banho naquele chuveiro maravilhoso, bebê cheirosinha e fofinha, e fomos dormir.

D21 –10/05/2013 – Veneza

Acordamos sem pressa, dei uma arrumada na mala para nossa partida do dia seguinte, dei banho na minha linda, tomamos um café (na cozinha do quarto tinha uma cafeteira da Nespresso)… o dia estava um pouco nublado. Ficamos de preguiça, minha filhinha tirou uma soneca, quando vi já era quase 11h. Eu tinha comprado uma massa de talharin e um molho (Ragu) gostosão em Florença. Fiz ali rapidinho e almoçamos antes de sair. Nesse dia levamos Helena foi no canguru,deixamos o carrinho em casa.

Toda orgulhosa subindo as escadas  de uma das milhares de pontes

Pretendíamos ir conhecer Burano. Fomos em direção à Piazza S. Marco, de onde eu tinha visto no dia anterior que partia a barca. Mas estava meio cheio demais, o tempo não parecia muito estável… acabamos desistindo. Ficaríamos por ali mesmo. Fomos passear pelo bairro do Castello. Bem menos movimentado do que o miolo.Várias paisagens legais.

 

Passeio pelo bairro de Castello

Passeio pelo bairro de Castello

Ponte de La Pietá: cadeados dos amores eternos

Logo depois do Palázzo Ducale, na extremidade de San Marco, e vire à esquerda para o Riva degli Schiavone. Quando subir a primeira ponte, olhe para esquerda para ver a famosa Ponte dos Suspiros. Veneza é mesmo um lugar especial. Voltamos pela área do Rialto. Passamos pelo comércio, dessa vez tudo aberto, muito movimentado. No Campo S. Moise uma rua só com as marcas tops, tipo Salvatore, Miu Miu, Bvlgari, E. Zegna, Armani, Cartier… tudo absolutamente inacessível aos nossos bolsos, só mesmo para olhar.
Seguimos só sentindo o local. Repleto de máscaras e vidros de Murano (alguns se pareciam muito com os que vejo aqui no Saara no Centro do Rio), muitos, muitos turistas por todos os lados. Voltamos para Dorsoduro, e fomos a uma gelateria que a gerente do nosso hotel indicou: a Gelati Nico . A dica dela era para pedir o“Gianduiotto”. Pela fila imaginei que fosse mesmo bom. Sentamos a uma das mesas externas e pedimos um panini para cada um, uma cervejona para o papai e o danado do sorvetão. É um tipo de chocolate italiano, parece um Ferrero Rocher. Muito bom, mas veio com muito chantili para o meu gosto. Acho que valeria a pena pedir só mesmo o sorvete simples.

Gelati Nico

 

Decidimos que ficaríamos de preguiça no hotel e sairíamos mais tarde para ver Veneza à noite. Mas pelo caminho passamos pela Escuola de San Rocco e a Linda Igreja de Santa Maria dei Frari.

No caminho do hotel passamos por um mercado para comprar umas coisinhas, ficava no Campo Santa Margherita – não vi muitos mercados em Veneza, é bom saber onde tem um. Na frente dele, uma sorveteria Il Doge. Muito boa!

Sorveteria Il Doge. Muito boa! Sorveteria Il Doge. Muito boa!

Mas entre as sorveterias eu realmente amo uma que é bem comercial: A Grom. Conheci uma delas em NY e me apaixonei pelo clássico: crema de grom. Não consigo passar por uma e não pedir uma bola dessas. Bom demais.

À noite fomos dar umas voltas para ver como os canais ficam… bem bonitos, mas prefiro durante o dia. As barcas param de funcionar cedo. Então decidimos que só ficaríamos mesmo por perto.

D22 –11/05/2013 – Veneza

Hoje nossa viagem chegava ao fim. Tínhamos que deixar o hotel até as 11h. Arrumamos tudo, e deixamos a bagagem em um cômodo que a gerente nos disponibilizou. Pegamos a barca e fomos para Murano, meu interesse era ir de lá para Burano, mas entendi errado. Ficava a 50 minutos de Murano e não 15 como eu pensei. Então vimos que ficaria arriscado, poderíamos nos atrasar e ter problemas para pegar o voo. Então ficamos mesmo em Murano, demos umas voltas, vimos uma apresentação bem legal de um mestre artesão fazendo um cavalinho do famoso vidro, vimos umas vitrines com os vidros, alguns caríssimos, tipo 6000 euros, comprei só um pequeno cinzeiro (apesar de não gostar que fumem na minha casa, só para enfeitar mesmo) e voltamos para Veneza.

Na barca partindo para Murano

Murano

Murano – Veneza em menor escala

Murano

Murano, na minha simplória opinião, não vale a visita. É uma Veneza em menor escala. Mas dizem que Burano é mesmo muito legal. Dessa vez não deu, fica a dívida. Voltamos e almoçamos em um restaurante bem na frente do mercado de peixe, o Vini da Pinto  pela proximidade do mercado, imaginei que o peixe seria fresco. Pedi um prato de peixe grelhado com vegetais e meu amor pediu uma pizza. Não aguentava mais ver macarrão. A pizza era bem grande, e meu prato estava muito gostoso, embora tenha achado pequeno. Minha menininha comeu comigo e gostamos bastante. Segui a dica da senhora que nos atendeu, parecia ser a dona, e pedi uma fatia de torta de morango. Deliciosa! Pela localização é um restaurante bem turísticos. Mas nossa impressão foi boa. Fomos bem atendidos e o valor não era absurdo. Gostamos.

 

Restaurante Vini da Pinto

Voltamos pelas ruas das lojas e chegamos ao hotel por volta das 16:30h. Tínhamos compactado nossa bagagem ao máximo. Partimos com 2 malas, 2 mochilas e uma bolsa. Colocamos o que deu no carrinho do bebê e eu a coloquei no canguru. Fui empurrando o carrinho e levando a Helena. Papai foi puxando as duas malas. Conseguimos chegar à Piazzale Roma, pegamos rapidamente o ônibus com nosso Venice Card e chegamos com bastante tranquilidade ao aeroporto.

Nosso voo partiu do aeroporto Marco Polo para o CDG, em Paris. Logo pegamos a conexão para o RJ. Apesar do voo ser longo e cansativo por si só, foi tranquilo. Minha bebê dormiu quase o tempo todo e chegamos bem. Cansados, mas felizes, cheios de novas experiências, mais apaixonados pela nossa filhinha linda, morrendo de saudades da nossa casa e de comer arroz com feijão. Amamos a viagem!

O hotel:

Ficamos no Corte dei Santi . Adoramos. Só há 3 quartos disponíveis, por isso antecedência na reserva é essencial (fiz com 6 meses de antecedência e consegui um bom valor para Veneza – onde tudo é mesmo caro – fiz um teste um mês antes da viagem só tinha um quarto custava simplesmente 5 vezes o valor que paguei). Muito novo, com decoração clássica, uma cozinha bem funcional (tinha uma cafeteirinha daquele tipo Nespresso, vários pacotinhos de chocolate e chá, sal, açúcar e azeite – essas coisas que fazem a diferença quando você quer fazer uma comidinha mas não tem interesse em comprar 1 kg de sal – e água no frigobar. Uma gentileza da gerente), bem espaçoso, com um banheiro excelente (com produtos de banho da Loccitane), um chuveiro perfeito e uma localização ótima. O bairro de Sta Cocre é movimentado, mas não é muvucado como ao redor da Piazza S. Marco. Além disso, Laura foi muito gentil e nos deu uma boa orientada com um mapa. Recomendo fortemente.

Perrengues:

  • Mala em Veneza é perrengue, tem várias pontes com escadinhas para subir e descer, além de ser muito fácil se perder. Os taxis são muito caros (coisa de 100 euros para curtas distâncias) e às vezes não conseguem deixar tão perto do hotel. Pegue leve com a bagagem.
  • Carrinho de bebê, pelo mesmo motivo das malas, ou seja as pontes, é perrenguinho. Mas usamos sem muito drama. Exige papai e mamãe coordenados para erguê-lo para atravessar as pontes e, como as barcas são relativamente cheias, é bom desmontá-lo e entrar com o bebê no colo.

 

 

Escrito por Carla Torres.

Carla Torres

Médica (Universidade Federal Fluminense – 2004) e mãe. Atua nas duas funções em tempo quase integral e é apaixonada pelo que faz.

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