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Sou mãe para cuidar não para servir

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Uma amiga contava que a avó dela, chamada Amélia, era o oposto da Amélia da música “Amélia que era mulher de verdade…”. Há 50 anos, sua avó não aceitava a posição servil que a sociedade tentava lhe ensinar. Hoje, vejo essa mesma “luta” nas famílias. Não em todas, mas em algumas sim. Acredito que muitas pessoas já estejam percebendo que a mãe não é aquela que faz tudo para todos, sem suas próprias necessidades. Nós amamos nossas famílias, cuidamos dos nossos filhos e maridos, mas sem subserviência. Cada membro da família pode contribuir nas tarefas domésticas. Meus filhos ainda são muito pequenos, mas assim que tiverem alguma habilidade vão começar a se servir nas refeições, retirar seu prato da mesa. Ou apenas o porta-guardanapos, mas pelo menos vão ajudar em alguma coisa. Porque penso que as crianças precisam ter a noção de todas as tarefas da casa, para que saibam apreciar quem cuida delas, e para que não se tornem pequenos reizinhos. Elas precisam aprender o valor da ajuda, para se tornar os adultos que tanto desejamos ter ao nosso redor. Não é isso que pedimos sempre? Mais pessoas solidárias, compassivas, com iniciativa e garra. Como ensinar isso aos nossos filhos se damos tudo em suas mãos e não ensinamos o valor do trabalho doméstico? Se  ninguém faz, alguém está sobrecarregado… e geralmente é a mãe. Pode ser que algumas digam que gostam de fazer isso pela família. Mas algumas não querem todo esse trabalho para si. Porque mãe também cansa. Também gosta de gentileza. Também gosta de ser cuidada. Também gosta que façam para ela um café bem gostoso num sábado à tarde. Porque mãe também é gente.

Você já viu nosso post sobre os julgamentos que as mães sofrem?

Luciana Novellino

Luciana Novellino

Médica, mãe de dois. Apaixonada pela família e buscando vivenciar a maternidade com alegria, mais leveza e menos cobrança.
Luciana Novellino

Uma resposta para “Sou mãe para cuidar não para servir”

  1. Nathalie Cossich disse:

    Adorei seu blog! E lendo outros textos vi q sua filha tem 2 anos… e neste texto vc diz q ela ainda nao ajuda “Meus filhos ainda são muito pequenos”.

    Bem, minha filha começou a me ajudar antes mesmo d3 apreder a andar (por volta dos 10 meses).

    Comecei pedindo ajuda para estender as roupas no varal.
    Era uma fofura ela toda animada me dando peça por peça. Eu a agradecia com muito amor cada peça q ela me dava. E ela se sentia muito orgulhosa em fazer aquilo.
    Nem me importava com a bagunça que ela fazia. Mas sempre que ela jogava as roupas no chao eu explicava com carinho “nao filha! As roupas nao podem cair no chao. Elas estao limpas!”
    Aprendi que devemos falar com eles sem pensar q estao nao entendem etc. Eles entendem sim. Mesmo que seja pelo tom da nossa voz. Eles entendem.

    Toda vez eu fazia a mesma coisa… eu virava pra ela e pedia: filha ajuda a mamae?
    E ela vinha toda feliz me ajudar.

    Colocava o balde no chao e ia recebendo peça por peça.
    E sempre dizendo “muito obrigada minha filha”
    Que filha boa! Ajuda a mae! Bençao do Senhor!
    Eu repito isso todos os dias. Profetizo palavrass de bençao pra ela.

    E ate hj (aos 2 anos e 8 meses) ela continua me ajudando. Bem mais eficiente kkkkk

    E agora qndo termina ela mesma pega o balde vazio e leva pra área de serviço. Toda orgulhosa.
    Qndo ela volta dou um abraço e agradeço olhando nos olhos dela.

    Ela mesma guarda os briquedos, terminou o suco ela poe na pia o copo. E assim vai…
    Aprendeu desde cedo pq desde cedo eu a trato como um ser humano como outro qualquer. Com muito respeito e amor.
    Converso olhando nos olhos e ela me entende bem.
    Faço isso desde a maternidade.

    Essas dicas eu peguei nos livros da Tracy Hogg – A encantadora de bebes.

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