Filhinhos da Mamãe

Guia Sobre Infância
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Você lê para seu filho? Conheça os benefícios da leitura

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A neurociência já confirmou: ler para as crianças tem influência direta no desenvolvimento intelectual dos pequenos. 
 

A tal plasticidade neuronal

 
Os bebês nascem com a grande maioria dos neurônios prontos. Mas essas células precisam se conectar, através de ligações conhecidas como sinapses, para que todo o sistema nervoso funcione com perfeição. Estas conexões neuronais são construídas ao longo do desenvolvimento infantil.
Apesar de ser possível que os cérebros adultos gerem novas células neuronais e crie novas sinapses, a chamada neuroplasticidade (a habilidade do sistema nervoso se adaptar a novas condições),  é durante a primeira infância que esta capacidade está com todo o potencial de desenvolvimento. 
Principalmente até os 6 anos de idade, os estímulos afetivos que a criança recebe promovem intensamente estas conexões.  A leitura pelos pais/cuidadores é uma das atividades que mais fortalecem e promovem a neuroplasticidade.
Principalmente até os 6 anos de idade, os estímulos afetivos que a criança recebe promovem intensamente as conexões entre os neurônios, essenciais para o adequado funcionamento de todo o sistema nervoso.
 

A partir de que idade devemos começar a ler para nossas crianças?

 
O bebê já possui a capacidade de escutar dentro do útero materno. Antes de nascer ele já está aprendendo, do seu jeito, a construir significados. Portanto, durante a gestação a mãe já deve ler em voz alta para seu filhinho.
Mas logo após o nascimento este processo de conexões neuronais atinge uma magnitude muito maior e o impacto da leitura é muito grande no desenvolvimento cognitivo da criança.

 

Como a leitura influencia no desenvolvimento cognitivo da criança? 

 
A leitura é fundamental para a aquisição da linguagem, e consequentemente para a memória, estruturação mental de pensamentos, ideias e para a maior clareza de raciocínio. 
 
Um trabalho clássico da Universidade de Cambridge  mostrou que a frequência com que as crianças ouviam histórias em casa, quando tinham entre 1 e 3 anos de idade, estava diretamente  associada ao seu desempenho escolar futuro. As crianças que ouviram mais histórias quando bem pequenas tinham melhores notas nas avaliações de linguagem oral  (aos 5 anos) e na capacidade de compreender a leitura (aos 7 anos de idade). 
Outro estudo, este bem recente, mostrou, através de exame dinâmico de imagem cerebral, que em crianças pequenas ouvir histórias estava associado a ativação cerebral de áreas relacionadas a imagem mental e compreensão de narrativas. E quanto maior a quantidade de histórias que a criança ouvia em casa, maior essa ativação cerebral. 
 
Tão importante quanto o desenvolvimento da estrutura cerebral, ler estimula o pensamento mágico dos pequenos, o que é essencial para a formação da capacidade criativa.
A leitura, quando realizada de modo prazeroso e afetivo, fortalece o vínculo com pais e cuidadores, essa experiência  emocional é relacionada a  inúmeras vantagens para a estruturação da personalidade da criança. 
 
Ler

Benefícios da leitura para crianças pequenas Fonte: Sociedade Brasileira de pediatria

 

Prescrição médica: Leia para seus filhos

 
Tanto a Academia Americana de Pediatria quanto a Sociedade Brasileira de Pediatria indicam aos médicos: “Receite um Livro”.
“Receitar” um livro? Como assim?
Isso mesmo! Exatamente o que o nome sugere. A recomendação é que todos os pediatras passem a “receitar” livros para crianças. Vale, inclusive, para os bebês que ainda não nasceram e estão confortáveis nas barrigas das mamães.

 
Não sou pediatra, mas sou médica que defende a bandeira de uma infância saudável e integral e hoje minha receita é: leia para suas crianças. Não se preocupe, não há efeitos colaterais nem contraindicação. 
 
Referências:
1.     Preschool literacy-related activities and success in school. In D. R. Olson, N. Torrance, & A. Hilyard (Eds.), Literacy, language, and learning (pp. 229-255). Cambridge, England: Cambridge University Press.) Wells, G. (1985). 
 

Carla Torres

Médica (Universidade Federal Fluminense – 2004) e mãe. Atua nas duas funções em tempo quase integral e é apaixonada pelo que faz.

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